Aras blinda Bolsonaro ao minimizar quem não usa máscara: "falar em punição penal é criar mais reboliço na sociedade"
Em defesa de Jair Bolsonaro, que se recusa a seguir a recomendação, a Procuradoria-Geral da República (PGR) já chegou ao ponto de questionar a eficácia das máscaras
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247 - O procurador-geral da República, Augusto Aras, durante a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, nesta terça-feira (24), afirmou que o não uso de máscaras não deve ser criminalizado. Em defesa de Jair Bolsonaro, que se recusa a seguir a recomendação, a Procuradoria-Geral da República (PGR) já chegou ao ponto de questionar a eficácia das máscaras, em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
À CCJ, Aras disse que as máscaras são obrigatórias, mas que é preciso ter "cautela na criminalização" do não uso.
“A não utilização das máscaras é um ilícito. Todavia, é um ilícito de natureza (...) administrativa, e a sanção nesse campo é a multa. Brasileiros têm negligenciado o uso de máscara. Nos parques, correm sem máscara. Nos restaurantes (…)", disse Aras ao justificar as atitudes do presidente. "Falar em punição penal é criar mais reboliço na sociedade", acrescentou.
O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) rebateu. Ele argumentou que não se pode comparar as ações do presidente da República com as dos brasileiros comuns que eventualmente saem de casa sem máscara.
Acompanhe a sabatina de Aras ao vivo:
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