Após reunião, Bolsonaro entende que adiamento de megagrupos no WhatsApp não foi pedido do TSE

Decisão de adiar a estreia da funcionalidade de megagrupos para depois das eleições no Brasil foi uma decisão exclusiva do WhatsApp

Fabio Faria
Fabio Faria (Foto: Isac Nóbrega/PR | Reuters)


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247 - O ministro das Comunicações, Fábio Faria, afirmou que o adiamento da implementação do recurso “comunidades” no WhatsApp foi fruto de uma decisão da própria plataforma e não de uma negociação com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para evitar a disseminação de fake news durante o processo eleitoral. 

“O WhatsApp deixou muito claro que em nenhum momento atendeu o pedido do TSE para que fossem feitas essas mudanças em relação às ‘comunidades’ apenas após as eleições”, disse Faria após uma reunião com representantes da Meta, empresa controladora do WhatsApp, realizada nesta quarta-feira (27), no Palácio do Planalto, em Brasília. Segundo o Metrópoles, Jair Bolsonaro, que solicitou a reunião, também participou do encontro. 

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“Eles tomaram uma decisão global, olhando os concorrentes, olhando o mercado mundial. Esses testes não aconteceram em nenhum país até agora. Provavelmente no segundo semestre ou até no último quadrimestre eles irão implementar esse serviço”, completou. 

O compromisso do WhatsApp com o TSE foi firmado em janeiro deste ano, durante uma reunião entre o então presidente da Corte, o ministro Luís Roberto Barroso , e o chefe internacional do WhatsApp, Will Cathcart, com o objetivo de combater a disseminação de fake news durante o processo eleitoral de 2022. 

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Na ocasião, o WhatsApp teria se comprometido a não implementar nenhuma mudança significativa no sistema da plataforma antes das eleições, incluindo o recurso “comunidades”, que permitiria abrigar milhares de usuários em um único grupo. Atualmente, o Whatsapp permite grupos com o máximo de 256 participantes. 

Jair Bolsonaro e aliados, porém, vinham criticando duramente o acordo que restringe o alcance das fake news durante as eleições. Segundo o mandatário, o compromisso é "inadmissível" e não deve ser cumprido

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Em nota divulgada após a reunião desta quarta-feira, o WhatsApp confirmou que a implementação da nova funcionalidade no Brasil somente será implementada após o período eleitoral, mas destacou que a decisão sobre a data foi tomada exclusivamente pela empresa.

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