Após operação da PF contra empresários golpistas, governo Bolsonaro discute 'repolitizar' o Coaf

Ideia é que o Coaf, hoje vinculado ao Banco Central, volte para o Ministério da Justiça, permitindo ao governo definir os alvos do órgão

Palácio do Planalto Coaf e Polícia Federal
Palácio do Planalto Coaf e Polícia Federal (Foto: José Cruz/Agencia Brasil | Reprodução/TV Globo | Divulgação/Policia Federal)


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247 - A operação da Polícia Federal contra empresários bolsonaristas suspeitos de tramarem um golpe de Estado caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vença o pleito de outubro levou integrantes do governo Jair Bolsonaro (PL) a discutirem a possibilidade de repolitizar o  Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). 

De acordo com a jornalista Andréia Sadi, do G1, um ministro teria relatado que a ideia é que o Coaf “volte para o Ministério da Justiça", órgão que, por lei, é comandado por um escolhido pelo presidente da República – e atualmente, está sob o comando do bolsonarista Anderson Torres”.

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“Sugerir controlar o Coaf é, na prática, sugerir que a definição dos alvos de relatórios de movimentações suspeitas feitas pelo órgão passem a ser definidos pela política – mirando pessoas consideradas inimigas pelo bolsonarismo, como é o caso de ministros do STF”, ressalta a reportagem. 

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O Coaf já esteve sob ocontrole do Ministério da Justiça. Em 2019, porém, Bolsonaro autorizou a transferência do órgão para o Ministério da Economia, o que abriu uma crise com o ex-juiz Sergio Moro, declarado parcial pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que comandava a pasta da Justiça. Posteriormente, o Congresso aprovou uma nova transferência e o órgão foi incorporado ao Banco Central.

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O Coaf já foi duramente atacado por Jair Bolsonaro por considerar que o órgão de controle persegue seus familiares e aliados, como no caso em que foi apontada uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta de Fabrício Queiroz, ex-assessor do então deputado estadual e hoje senador Flávio Bolsonaro. 

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