Após Mandetta, Teich e Pazuello, Queiroga entra na mira de Bolsonaro por causa do passaporte da vacina

Jair Bolsonaro afirmou que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, se tornou “marqueteiro da vacina" e cobrou que ele se posicionasse contra o passaporte vacinal

Marcelo Queiroga e Jair Bolsonaro
Marcelo Queiroga e Jair Bolsonaro (Foto: Myke Sena/MS | Reprodução | Alan Santos/PR)


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247 - Jair Bolsonaro enquadrou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, por discutir com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a possibilidade de adoção do passaporte vacinal enquanto  ele se posicionava de forma contrária à iniciativa.

De acordo com a coluna Radar, da revista Veja, Bolsonaro afirmou que Queiroga havia se tornado “marqueteiro da vacina”. Pouco depois do encontro, na última terça-feira (7), o ministro incorporou a posição negacionista do chefe do Executivo e afirmou em entrevistas que era “melhor perder a vida do que a liberdade”. 

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A pressão feita por Bolsonaro é semelhante à que foi feita em cima dos três ministros anteriores a Queiroga: Eduardo Pazuello, Nelson Teich e Luiz Henrique Mandetta. 

Pazuello foi obrigado a recuar do anúncio de que a pasta iria adquirir a vacina chinesa Coronavac. Já Nelson Teich pediu demissão do cargo após discordar do uso de remédios ineficazes contra a Covid-19, como a cloroquina e ivermectina, defendidos por Bolsonaro. 

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Mandetta também acabou caindo por defender o distanciamento social, o que vai de encontro à tese de imunidade de rebanho defendida pelo Planalto. 

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