Após Bolsonaro facilitar compra de armas de fogo, venda de pólvora sobe 46,5% em 2 anos
Aumento na venda de pólvora para a produção de munições foi impulsionado pelo chamado grupo dos CACs (colecionadores, atiradores desportivos e caçadores), uma das bases de apoio do governo Jair Bolsonaro
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247 - A facilitação do acesso a armas de fogo por parte da população civil - estimulada pelos 32 atos assinados por Jair Bolsonaro - resultou em um aumento no volume de pólvora comprada por colecionadores, atiradores desportivos e caçadores (CACs), uma das bases de apoio do atual governo, para a produção de munições. De acordo com o jornal O Globo, no ano passado foram comercializadas 24 toneladas do material, um volume 46,5% maior que em 2018 e mais de 100% quando comparado a 2019.
Na semana passada, Bolsonaro voltou a acenar para apoiadores ao afirmar que está preparando novas medidas para facilitar o acesso de armas e munições. “Vamos ter três portarias do Exército, não é facilitar, mas fazer cumprir mais a legislação que facilita a aquisição de armas”, disse na ocasião.
O volume total de pólvora comercializado no ano passado, incluindo as quantidades adquiridas por empresas de segurança e clubes de tiro, foi da ordem 57,1 toneladas, um crescimento de 38% quando comparado com 2018.
“Com o teto atual, um atirador que começou agora consegue fazer 40 mil munições 9mm em casa por ano. Um atleta brasileiro que está indo para a Olimpíada na categoria tiro esportivo provavelmente não dá 40 mil tiros nesse período”, observou o gerente do Instituto Sou da Paz, Bruno Langeani, gerente do Instituto Sou da Paz.
“A liberação abre um leque grande para fábricas caseiras criarem munição. E com um dificultador: é uma munição completamente não rastreada, que a polícia, mesmo apreendendo, dificilmente descobrirá quem fez”, completou.
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