Após ala católica oferecer apoio a Bolsonaro, CNBB faz reunião para evitar ruptura

A reunião acontece após a repercussão do encontro com de dirigentes das TVs católicas que ofereceram 'publicidade positiva" em troca da ampliação do alcance de suas redes de radiodifusão, além de verbas, na forma de publicidade estatal

"Permaneçam em casa", diz presidente da CNBB sobre avanço da pandemia.
"Permaneçam em casa", diz presidente da CNBB sobre avanço da pandemia. (Foto: Divulgação CNBB)


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247 - A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizou reunião emergencial em clima de tensão após a reveção da oferta de apoio ao governo Jair Bolsonaro, vinda de dirigentes rádios e TVs ligadas à igreja católica.

De acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o encontro foi convocado pelo presidente da CNBB, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, e do bispo referencial da Pastoral da Comunicação, Dom Joaquim Mol. A reunião foi feita via internet e contou com os bispos das dioceses cujos sacerdotes haviam participado da audiência com Bolsonaro: Campinas, Curitiba, Goiânia e São Paulo.

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"Na conversa, 'olho no olho', descrita como 'límpida e sincera', mais uma vez surgiram manifestações divergentes, indício do potencial de conflito no episcopado, mas os bispos tentaram superar os desentendimentos", destaca a reportagem.

No encontro com Bolsonaro os dirigentes das TVs católicas ofereceram 'publicidade positiva" em troca da ampliação do alcance de suas redes de radiodifusão, além de verbas, na forma de publicidade estatal.

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Os padres fizerem chegar à CNBB que não esperavam reação e que foram alvos de insultos nas redes sociais, além da reação e manifestações de repúdio de diversos segmentos do clero, entre eles a própria conferência. A reunião é uma tentativa de apaziguar as animosidades.

O bispo de Itacoatiara (AM), Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira, classificou como "vergonhoso" e chamou de "mercenários". Para o líder religiosos, os padres se "venderam" ao governo e fizeram da fé católica um "mercado", ao pedir dinheiro e prometer apoio ao governo. "Espero que os padres desobedientes sejam religiosamente corrigidos, se retratem ou que se tomem outras providências", escreveu d. Ionilton, vice-presidente da Comissão Pastoral da Terra.

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