Ao sabotar vacinação de crianças, Bolsonaro incentiva crimes contra a Anvisa, diz chefe da agência
Antônio Barra Torres afirmou que há sensação de "desamparo" na Anvisa, que ainda aguarda resposta da PF sobre o pedido de proteção aos funcionários
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247 - O presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, afirmou que a sabotagem de Jair Bolsonaro contra a vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19 estimula o negacionismo e representa ameaças à vida de funcionários da agência reguladora.
"Não tenho dúvida que as duas falas contribuíram sobremaneira para o número aproximado de 170 ameaças de morte, agressão física, violência de todo tipo contra servidores e seus familiares que a Anvisa tem recebido", disse Barra Torres em entrevista à Folha de S. Paulo.
Para Barra Torres, há sensação de "desamparo" na agência, que ainda aguarda resposta da Polícia Federal sobre o pedido de proteção aos funcionários. "É uma sensação preocupante por não haver a proteção policial até o presente momento, preocupante por identificar o cenário potencialmente perigoso [variante ômicron] e preocupante por não ver o foco no enfrentamento de um cenário provavelmente adverso para o ano de 2022", afirmou.
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