Ao lado de Eduardo Bolsonaro, Moro defende redução da maioridade penal para 16 anos
“Sou simpático à redução da maioridade para 16", defendeu o ministro Sergio Moro em entrevista para o programa do deputado Eduardo Bolsonaro nas redes sociais. Moro disse que assistiu o documentário “Democracia em Vertigem”, mas afirmou que o impeachment e a eleição de Jair Bolsonaro foram movimentos distintos
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247 - Na estreia do programa lançado no YouTube pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho de Jair Bolsonaro (sem partido), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, defendeu a redução da maioridade penal para 16 anos para que possam responder como adultos caso cometam crimes “gravíssimos”.
“Existe uma proposta no Senado, que está parada. Eu, a princípio, sou simpático à redução da maioridade para 16 [anos] para crimes gravíssimos”, disse Moro para satisfação de Eduardo Bolsonaro que é um dos ferrenhos defensores dessa pauta, assim como seu pai, Jair Bolsonaro.
Eduardo ainda tentou surfar na alardeada queda no número de homicídios no país no ano passado com a flexibilização da posse de armas de fogo. Moro não quis entrar nessa tese e desconversou afirmando que a "flexibilização provavelmente não levou ao incremento mas também não se pode dizer que levou a uma diminuição".
Moro também teceu comentários sobre o documentário “Democracia em Vertigem”, de Petra Costa. Admitiu que assistiu ao filme. “Pra um documentário acho que daí presta desserviço aos fatos, porque é uma visão muito deturpada daqueles acontecimentos", disse.
O ex-juiz que foi responsável por insuflar o golpe e divulgou grampo contra a presidenta Dilma Rousseff, disse que "o impeachment e a própria Lava Jato tiveram maciço apoio da população brasileira, inclusive com uma das maiores demonstrações de massa de rua desde as Diretas já”.
Moro disse ainda que a Lava Jato, o impeachment e a eleição de Jair Bolsonaro foram movimentos distintos. “Claro que existe um contexto, no qual o presidente foi eleito. O impeachment não tem nada a ver com a eleição do presidente Bolsonaro”, disse, que em seguida justificou que não reconheceu Jair Bolsonaro, então deputado, em um aeroporto. “Ele fez continência, cumprimentei, mas sinceramente não sabia”, justificou. Moro disse que ligou e se desculpou pelo o fato ter sido explorado como "Moro ter esnobado" Bolsonaro.
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