André Constantine: “a gente naturaliza a venda de ossos e carcaça de peixe, mas isso é um escárnio”

O ativista de movimentos de favela, em entrevista à TV 247, atacou empresários que se beneficiam da miséria. “É um escárnio, mas isso é o retrato real do capitalismo e do avanço do neoliberalismo no Brasil”. Assista

André Constantine, ossos de carne
André Constantine, ossos de carne (Foto: Editora 247 | Reprodução)


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247 - O ativista André Constantine, em entrevista à TV 247, criticou os empresários brasileiros que se beneficiam da miséria da população. Em meio ao aumento da procura por ossos e carcaças, os grandes frigoríficos do País vem gerando retornos cada vez maiores a seus acionistas, sem qualquer indicação de melhora no cenário econômico.

“Isso é uma vergonha. O empresário, nesse momento em que a fome assola esse país, aproveita-se do avanço do colapso social para vender ossos e carcaça de peixe não posso nem chamar de ser humano”, criticou o ativista.

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A política econômica imposta pelo ministro Paulo Guedes é a grande responsável pelo deterioramento dramático das condições de vida dos brasileiros, avaliou ainda. “A gente não pode deixar isso passar batido. A gente naturaliza, ‘ah, estão vendendo ossos e carcaça de peixe’. Isso é uma vergonha. Isso é um escárnio com a sociedade brasileira. É um escárnio, mas isso é o retrato real do capitalismo e do avanço do neoliberalismo no Brasil. E o Paulo Guedes representa e tipifica tudo isso. Nós temos que atacar o Paulo Guedes, porque ele é o ministro da Economia e ele representa o avanço do neoliberalismo no Brasil”, disse. 

Constantine cobrou mais trabalho de base nas comunidades para conscientização sobre os efeitos nocivos do neoliberalismo. “Vale lembrar que estamos numa pandemia que já ceifou a vida de mais de 600 mil brasileiros e brasileiras e a concentração de renda continua enorme no Brasil. Os mais ricos ficaram mais ricos e os milionários tornaram-se cada vez mais milionários. Então, nós temos que continuar, de forma massiva, o trabalho de base nas favelas e nas periferias, fazer com que a classe trabalhadora que vive nesses territórios desfoque dos nomes para focar no projeto que esses nomes representam. É o projeto que nós precisamos destruir”, completou. 

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