Anderson Torres junta advogados e pede para STF reconsiderar prisão

O ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal Anderson Torres alega que a operacionalização cabia à Polícia

Anderson Torres
Anderson Torres (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)


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247 — O ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal Anderson Torres juntou advogados e apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira, 11, um pedido de reconsideração de sua prisão.

Os advogados contratados por ele são liderados por Rodrigo Roca, que já advogou para o ex-governador do Rio Sergio Cabral e para o senador Flavio Bolsonaro (PL). Roca também foi assessor de Torres na Justiça.

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O ex-secretário afirma que tomou todas as providências cabíveis que estavam ao seu alcance para evitar as invasões e o vandalismo bolsonarista que ocorreram no domingo, 8, na sede dos Três Poderes. Ele alega que a operacionalização cabia à Polícia. Ainda afirma que um protocolo de ações integradas foi assinado com os Três Poderes.

Tentando evitar ser culpabilizado, alega que as exonerações feitas na transição do governo federal podem ter contribuído para o apagão que houve na área de inteligência das forças de segurança, pois muitos setores teriam sido esvaziados.

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No entanto, Torres informa estar pronto para se apresentar à Justiça brasileira.

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria no início da tarde desta quarta-feira, 11, pela manutenção da decisão do ministro Alexandre de Moraes pela prisão do ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal Anderson Torres e o afastamento do governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB).

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Ibaneis Rocha ficará afastado do cargo por 90 dias. Sua vice, Celina Leão (PP), já assumiu o posto. No lugar de Torres, assumiu o interventor federal Ricardo Cappelli.

 A ordem foi dada em resposta ao pedido do advogado-geral da União, Jorge Messias, que solicitou a detenção em flagrante de Torres e de demais agentes públicos que tiveram participação ou se omitiram durante a invasão de terroristas bolsonaristas às sedes dos três poderes, em Brasília, no domingo, 8. O ex-ministro de Bolsonaro não estava no país durante os eventos. 

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Moraes já havia apontado "o descaso e conivência" de Torres "com qualquer planejamento que garantisse a segurança e a ordem" no Distrito Federal, na determinação que afastou Ibaneis Rocha (MDB) do governo do DF. 

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