Ampliação de escopo da CPI poderá apurar 76 operações da PF contra governadores e prefeitos
Ampliação do escopo da CPI da Pandemia, defendida pela base governista, deverá colocar na mira do colegiado ao menos 76 operações da Polícia Federal deflagradas desde o início da crise sanitária contra governadores e prefeitos
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247 - A ampliação do escopo da CPI da Pandemia, defendida pela base governista no Congresso, deverá colocar na mira do colegiado ao menos 76 operações da Polícia Federal deflagradas desde o início da crise sanitária contra governos estaduais e municipais.
Segundo reportagem do jornal O Globo, as investigações sobre fraudes em licitações, superfaturamento de contratos e desvios de verbas aconteceram em ao menos dez estados envolvendo contratos suspeitos que somam cerca de R$ 2,1 bilhões. Ao todo, as ações resultaram no cumprimento de 147 mandados de prisão e outros 1.160 de busca e apreensão
As operações da PF foram desenvolvidas nos estados do Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rondônia e Roraima. Os governadores do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), e Carlos Moisés (PSL), de Santa Catarina, foram afastados e respondem a processos de impeachment.
As prefeituras de capitais também foram alvos de ações da PF. Nesta direção, os governos municipais de São Paulo, Recife (PE), São Luís (MA), Macapá (AP) e Rio Branco (AC) e Fortaleza (CE) foram investigados por suspeitas envolvendo gastos em hospitais de campanha, além da compra de insumos. Nestas operações, de acordo com a PF, foram cumpridos 12 mandados de prisões preventivas e outros 135 de prisões temporárias.
A instalação da CPI da Pandemia pelo Senado foi determinada na quinta-feira (8) pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, para investigar eventuais crimes e omissões do governo de Jair Bolsonaro na pandemia da Covid-19.
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