Amigo diz que relação de cônsul e marido tinha brigas violentas e que alemão falava: 'Sou diplomata, nada pode me acontecer'

Segundo delegada, belga foi vítima de uma sucessão de espancamentos e morreu de traumatismo craniano

Walter Henri Maximillen Biot e o cônsul da Alemanha Uwe Herbert Hahn
Walter Henri Maximillen Biot e o cônsul da Alemanha Uwe Herbert Hahn (Foto: Reprodução)


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247 - As investigações da Polícia Civil para elucidar o caso do belga encontrado morto na noite de sexta-feira (5), numa cobertura em Ipanema, na Zona Sul do Rio, ganharam um personagem central na tarde desta segunda-feira (8). A reportagem é do portal G1.

Um espanhol de 57 anos, amigo da vítima, Walter Henri Maximillen Biot, 52 anos, tornou-se uma testemunha-chave para entender a motivação do crime.

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Ele relatou uma série de humilhações e agressões que a vítima vinha sofrendo, por parte do marido, o cônsul alemão Uwe Herbert Hahn, que desde sábado (6) está preso.

A nova testemunha foi ouvida na 14ªDP (Leblon), que investiga o caso. Funcionário de uma barraca de praia no mesmo bairro da orla carioca, ele revelou que o homem suspeito de homicídio apostava na impunidade, por conta da posição que ocupava.

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“Uwe é uma pessoa extremamente arrogante e não raro escutava o cônsul vociferar: 'Eu sou diplomata e nada pode me acontecer'.", disse à polícia a testemunha.

A testemunha contou que se mudou para o Brasil em outubro de 2019 e logo se aproximou de Walter. Os dois ficaram muito amigos, costumavam caminhar juntos na Lagoa, apesar de Uwe não gostar muito.

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“Uwe tratava os amigos de Walter com desprezo. Que, por não trabalhar, Walter era constantemente diminuído por Uwe. E que ficava responsável por todas as tarefas domésticas do casal.”

No depoimento, a testemunha afirma que o diplomata usava drogas, em especial cocaína e cristal, além de álcool e que Walter também usava drogas, mas esporadicamente.

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“Uwe mandava Walter adquirir as drogas”, contou.

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