Altman: Bolsonaro quer um estado policial com verniz institucional

O jornalista Breno Altman comparou a militarização do governo ao regime policial colombiano, comandado hoje pelo presidente, Iván Duque Márquez. “Se dependesse da vontade do Bolsonaro e da vontade do núcleo militar que dá sustentação ao seu governo, é possível que nós já caminhássemos para uma ditadura aberta”, adverte. Assista

Breno Altman e Jair Bolsonaro
Breno Altman e Jair Bolsonaro


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247 - O jornalista e editor do site Opera Mundi Breno Altman conversou com a TV 247 acerca da militarização do governo de Jair Bolsonaro e afirmou que é da vontade do ocupante do Planalto a instauração de uma “ditadura aberta” no Brasil. Recentemente, Bolsonaro transferiu Onyx Lorenzoni da chefia da Casa Civil para o Ministério da Cidadania, dando espaço a mais um militar, o general Walter Souza Braga Netto.

Altman analisou que o atual governo se assemelha ao regime, classificado por ele como “estado policial”, colombiano, já que assume características repressivas, militares e autoritárias de uma ditadura, mas preserva as aparências de funcionamento das instituições democráticas.

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“O que temos hoje é a construção de uma solução híbrida que lembra mais, se quisermos um exemplo internacional, o caso da Colômbia. Na Colômbia, durante os últimos 50 anos, tinha eleição presidencial, o parlamento funcionava, os partidos estavam legalizados, mas apesar dessa aparência institucional, o que existia e continua existindo é um estado policial assassino, terrorista, paramilitar, repressivo, que mata mais que a ditadura argentina dos anos 50. O modelo colombiano de estado policial com verniz institucional, este modelo, é o modelo de preferência do bolsonarismo, é o modelo que salvaguarda algumas aparências mas vai construindo um estado policial altamente repressivo”.

Ele disse ainda que a vontade de Bolsonaro é a instaurar uma “ditadura aberta” no país. “Se dependesse da vontade do Bolsonaro e da vontade do núcleo militar que dá sustentação ao seu governo, é possível que nós já caminhássemos para uma ditadura aberta, como a que existe hoje na Bolívia, por exemplo. Não há consenso sobre esse caminho, não há condições acumuladas para esse caminho, embora essa hipótese não possa. de maneira alguma ser descartada”.

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“Esse estado híbrido, esse estado policial com uma roupagem institucional democrática é o modelo para o qual, me parece, que transita o bolsonarismo”, complementou.

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