Alinhados ao Planalto, líderes evangélicos planejam ocupar 30% do Judiciário em caso de reeleição de Bolsonaro

Estratégia para aumentar a influência sobre o Judiciário envolve a indicação de nomes associados ao segmento religioso para o STJ e TRFs

Bolsonaro em encontro com a bancada evangélica
Bolsonaro em encontro com a bancada evangélica (Foto: Alan Santos/PR)


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247 - Lideranças da bancada evangélica no Congresso Nacional já articulam formas de ampliar sua influência sobre o Judiciário, caso Jair Bolsonaro (PL) seja reeleito no pleito de outubro. A meta, segundo reportagem da jornalista Andréia Sadi, do G1, é ocupar 30% das principais cortes do Judiciário por meio da indicação de nomes associados ao segmento religioso para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e para os Tribunais Regionais Federais (TRFs).

“No caso do STJ, o presidente da República é responsável por indicar os nomes, que precisam passar por sabatina no Congresso. Nos TRFs, o presidente é responsável pela nomeação. Líderes evangélicos querem evitar, entretanto, que Bolsonaro se comprometa publicamente com as indicações, como fez ao prometer um ministro "terrivelmente evangélico" no Supremo Tribunal Federal (STF)”, ressalta a reportagem em referência à resistência enfrentada pelo ministro, André Mendonça, que foi indicado por Bolsonaro para uma cadeira na Suprema Corte e posteriormente sabatinado pelo Senado. 

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As lideranças evangélicas são uma das principais bases de apoio do bolsonarismo em função da influência exercida sobre o eleitorado deste segmento, atrelado principalmente à pauta de costumes. Nesta linha, o governo Bolsonaro vem fazendo uma série de concessões, sendo a mais recente a ampliação da isenção de contribuições previdenciárias sobre a remuneração de pastores, beneficiando diretamente os religiosos alinhados ao Planalto.

 O ato que amplia os benefícios tributários para os pastores foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) no dia 1 de agosto, a duas semanas do início da campanha eleitoral.

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