Alexandre de Moraes mandar arquivar representação contra Michelle Bolsonaro

Ministro do STF entendeu que não foi apresentado "nenhum indício real de fato típico" ligando a primeira-dama aos atos terroristas feitos por bolsonaristas em Brasília

Alexandre de Moraes e Michelle Bolsonaro
Alexandre de Moraes e Michelle Bolsonaro (Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE | Isac Nóbrega/PR)


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Conjur - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento, nesta quarta-feira (14/12), da representação apresentada pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) contra a primeira-dama Michelle Bolsonaro.

No pedido, o senador ligava Michelle aos atos antidemocráticos ocorridos na última segunda-feira (12/12), quando apoiadores radicais do presidente Jair Bolsonaro tentaram invadir a sede da Polícia Federal, em Brasília, e queimaram carros e ônibus na região central da capital.

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De acordo com Randolfe, "há veementes indícios", a partir de postagens nas redes sociais e em reportagens, de que a primeira-dama teria fornecido alimentação aos manifestantes.

Ao analisar o documento, o ministro Alexandre de Moraes entendeu que não foi apresentado "nenhum indício real de fato típico" praticado por Michelle ou dos meios que ela teria usado para favorecer os manifestantes.

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"Dessa maneira, na presente hipótese a representação em face de Michelle Bolsonaro carece de elementos indiciários mínimos, restando patente a ausência de justa causa para a instauração da investigação, sendo, portanto, necessário seu imediato arquivamento", anotou o ministro.

Na petição, Randolfe também requereu que fosse determinada a investigação das atos de violência ocorridos na segunda-feira. Alexandre, porém, explicou que condutas desse tipo já estão sendo apuradas pelo STF.

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"As condutas noticiadas, portanto, fazem parte de atos mais abrangentes, investigados nesta Suprema Corte, notadamente no âmbito das Pets 10.685/DF, 10.763/DF e 10.764/DF."

O ministro destacou, ainda, que o Ministro da Justiça e o governador do Distrito Federal já foram oficiados e têm 48 horas para informarem as medidas tomadas pelas forças de segurança em relação aos fatos.

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