"Alckmin será assimilado pela esquerda. Mas a questão é: a que preço?", questiona Alysson Mascaro
Para o professor da USP, não se pode confiar em acordos feitos com a direita: “daqui a pouquinho vem outro golpe”. Assista na TV 247
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247 - O filósofo e professor da USP Alysson Mascaro, em entrevista à TV 247, comentou a possível aliança entre o ex-presidente Lula (PT) e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) - que deve deixar o ninho tucano - para a formação de uma chapa eleitoral para 2022.
Segundo Mascaro, Alckmin representará em um eventual terceiro governo Lula uma ‘carta na manga’ do imperialismo para um novo golpe no Brasil. Mas, se Lula mesmo assim optar por Alckmin, a esquerda assimilará de qualquer maneira a união, como disse também a colunista do Brasil 247 Tereza Cruvinel. “Se não for isso, não tem outra [opção]. Dado que o ex-presidente Lula escolha o Alckmin, será isso, será naturalizado, assimilado. A questão é: a custa de quê?”.
O professor afirmou que não se pode confiar na direita e pediu que líderes da esquerda promovam a conscientização do povo de que houve um golpe no Brasil em 2016 contra a ex-presidente Dilma Rousseff. Sem esse trabalho de educação, segundo Mascaro, o Brasil seguirá vulnerável a novas interferências.
“Essa ‘delícia’ de fazer um acordo conciliatório no Brasil me dá muito medo. A direita não faz acordo nenhum, ela vai passar o trator por cima. Então se a gente não tiver o povo do lado, o que vamos fazer? Então penso que é fundamental que haja uma espécie de maturidade dos que estão à frente do conjunto político da esquerda para entender como é que se educa o povo dessa vez, e não simplesmente se faz um acordo por alto. A crise do capital brasileiro e internacional fará com que brevemente um outro golpe venha, caso o Brasil resolva ter autonomia econômica, ficar amigo da China. Daqui a pouquinho vem outro golpe”.
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