Alckmin como vice de Lula é 'mau sinal' e uma 'opção arriscada', diz Boulos
Guilherme Boulos também ressaltou que “o PSOL se encaminha para trabalhar no entorno da campanha de Lula", mas deve disputar o perfil da candidatura
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247 - O pré-candidato a governador de São Paulo pelo PSOL e líder do Movimento dos Trabalhadores Sem teto (MTST), Guilherme Boulos, qualificou como um “mau sinal”, além de “arriscada”, a possibilidade do ex-governador Geraldo Alckmin ser o vice em uma chapa encabeçada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Eleitoralmente, você acha de verdade que um conservador do interior de São Paulo vai votar no Lula porque o Alckmin é vice? É mais fácil ele jogar tomate no Alckmin e chamar de traidor”, disse Boulos em entrevista à Carta Capital.
“Nós vivemos, há cinco anos, um golpe parlamentar no Brasil, numa situação em que a presidenta Dilma, do PT, tinha um vice, o Temer, do MDB, que representa historicamente o mesmo campo político que o Geraldo Alckmin, e que, num momento de instabilidade política do governo, atuou de maneira deliberada para derrubar a Dilma”, afirmou Boulos.
“Não sabemos como vai ser o Brasil em 23 e 24. Se você tem um cenário de conflagração de um conflito de interesses forte entre o governo e o mercado financeiro e setores do Centrão, ele [Alckmin] já tem uma solução pronta no Palácio do Jaburu esperando. É uma opção, além de tudo, muito arriscada”, completou.
Boulos também criticou a gestão de Alckmin à frente do governo de São Paulo e responsabilizou o ex-tucano por ações de despejos, como em Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), em 2012. Segundo ele, Alckmin tucano “comandou uma operação de guerra” na ocasião, que resultou em “barbárie”. Na entrevista, o pré-candidato do PSOL também destacou o aumento da letalidade policial, os atritos com as ocupações de escolas públicas e a abertura de capital da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, a Sabesp, na Bolsa de Valores em Nova York durante a primeira gestão Alckmin (2001-2008).
Ainda de acordo com a reportagem, Boulos também ressaltou que “o PSOL se encaminha para trabalhar no entorno da campanha de Lula, mas deveria dedicar esforços para disputar ‘o perfil da candidatura’” e que “o debate do partido será programático”. Ele defendeu como prioridades para a campanha presidencial a revogação da reforma trabalhista e do teto de gastos.
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