AGU nega interferência de Bolsonaro na PF e pede que Moraes seja afastado de inquérito sobre escândalo do MEC
AGU foi acionada em uma ação aberta pelo senador Randolfe Rodrigues que pede que Jair Bolsonaro seja investigado pela suposta tentativa de interferência em operação da PF
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247 - A Advocacia-Geral da União (AGU) alegou, em um recurso junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) ser “inexistente” a suposta interferência de Jair Bolsonaro na operação da Polícia Federal (PF) que resultou a prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro no âmbito das investigações que apuram um esquema de corrupção e tráfico de influência na pasta. No recurso, impetrado na terça-feira (5), a AGU também pede que o ministro da Corte Alexandre de Moraes, um dos magistrados mais atacados por Bolsonaro e seus seguidores, seja afastado do caso e que a relatoria fique sob a guarda da ministra Cármen Lúcia.
O pedido de afastamento de Moraes se deve ao fato do ministro, considerado um desafeto do Planalto, ser o relator do pedido para que Bolsonaro seja investigado feito pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede- AP). O pedido do parlamentar foi anexado a um outro inquérito que apura a acusação do ex-ministro e ex-juiz suspeito Sergio Moro de que Bolsonaro já havia tentado interferir na PF. A relatoria deste inquérito também é do ministro Alexandre de Moraes.
Segundo o G1, a AGU alega que “pedidos como esse têm de ficar concentrados na ministra Cármen Lúcia, relatora de inquérito enviado pela Justiça Federal e de mais três solicitações de apuração formuladas por parlamentares. Por isso, segundo a AGU, deve ser anulada a decisão de Alexandre de Moraes de enviar para manifestação da Procuradoria-Geral da República o pedido de investigação feito pelo senador”.
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