Agora no PSDB, Rodrigo Maia diz que "foi erro aceitar carimbo de centro" e que "não há terceira via"
O ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia, assinou sua filiação ao PSDB nesta sexta (1º) e vai ser cordenador do programa de governo de João Doria à Presidência da República
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247 - Rodrigo Maia assinou a sua filiação ao PSDB nesta sexta-feira (1° de abril) e durante o evento ele, que será o coordenador do programa de governo de João Doria, candidato tucano à presidência da República, disse que a legenda não deve se posiciona como “terceira via” ou "centro" na campanha.
“Nós cometemos o erro de aceitar no longo prazo essa palavra centro. Centro foi a forma que nós legitimamos aqueles que não têm ideias e fazem parte de todos os governos. Nós não somos de centro, o sistema é binário, não tem eleição que não seja assim. Infelizmente o presidente Jair Bolsonaro nos tirou da polarização em 2018, não há terceira via, não há centro”, disse.
O discurso de Maia contraria a estratégia de Doria que faz questão de se posicionar como "terceira via" contra a "polarização” entre Luta (PT) e Jair Bolsonaro (PL).
“Nós cometemos o erro de aceitar no longo prazo essa palavra centro. Centro foi a forma que nós legitimamos aqueles que não têm ideias e fazem parte de todos os governos. Nós não somos de centro, o sistema é binário, não tem eleição que não seja assim. Infelizmente o presidente Jair Bolsonaro nos tirou da polarização em 2018, não há terceira via, não há centro”, disse.
O ex-presidente da Câmara dos Deputados foi filiado do DEM, partido que integrava o chamado Centrão. Agra no PSDB, Maia afirma que o partido precisa definir qual será sua posição nas eleições nacionais de outubro, que não pode permanecer “no meio”.
“Numa eleição que parece consolidada (e não está), tanto Lula quanto Bolsonaro estão com intenção de voto acima do seu potencial máximo pela imagem positiva que os dois têm. Onde é que estão os nossos eleitores? Uma parte está no Lula, o Lula tem 1/3 de seus votos daqueles que rejeitam o Bolsonaro, mas não encontram ainda na nossa candidatura força para derrotar o Bolsonaro. A gente tem que ter coragem de dizer para o nosso eleitor que votou no Bolsonaro, que tem um caminho no nosso campo ideológico”, analisa.
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