Agência Nacional de Mineração tem apenas 250 fiscais para monitorar 35 mil minas em áreas de preservação ambiental

Muitas destas minas estão em áreas de preservação ambiental, onde vivem povos indígenas e espécies ameaçadas de extinção. Os fiscais, que têm a função de constatar se a extração corresponde a certos critérios ambientais e de condições de trabalho, têm média de idade de 56 anos. O desmonte do setor de fiscalização ambiental afunda as esperanças dos conservacionistas ambientais

Garimpo ilegal na Terra Indígena Munduruku, município de Jacareacanga (PA).
Garimpo ilegal na Terra Indígena Munduruku, município de Jacareacanga (PA). (Foto: Marizilda Cruppe/Amazônia Real)


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247 - A Agência Nacional de Mineração (ANM) conta com apenas 250 fiscais, cuja idade média é 56 anos, para fiscalizar mais de 35 mil minas regulamentadas. 

Muitas destas minas estão em áreas de proteção ambiental, onde vivem povos indígenas e espécies ameaçadas de extinção. O Parque Nacional de Jamanxim, no Pará, por exemplo, foi tomado pela mineração clandestina, e a falta de apoio do Estado para os esforços de fiscalização afundam as esperanças dos conservacionistas ambientais.

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"Montamos equipes especializadas em cada substância mineral, queremos usar drones e satélites, e vamos a campo com as polícias locais para fazer operações contra minas ilegais. Mas, quando viramos as costas, toda a estrutura fechada aparece novamente. É como enxugar gelo", relata Debora Puccini, diretora da ANM, conforme reportado no Globo.

Cabe aos fiscais da ANM constatar se os volumes extraídos correspondem aos critérios ambientais e de condições de trabalho estabelecidos. Assim, o enfraquecimento da agência atua como um incentivo à exploração ilegal.

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