Advogados que atuaram na Lava Jato são denunciados por tráfico de influência e formação de quadrilha

Antônio Augusto de Figueiredo Basto e Luiz Gustavo Rodrigues Flores, enquanto trabalhavam para Dario Messer, cobravam do doleiro quantias como "taxa de proteção", que seriam utilizadas para pagar propina a autoridades em troca de benefícios ao cliente. A dupla, entretanto, segundo o MPF, embolsava o dinheiro

Antônio Augusto de Figueiredo Basto
Antônio Augusto de Figueiredo Basto (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)


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247 - O advogado criminalista Antônio Augusto de Figueiredo Basto e seu sócio, Luiz Gustavo Rodrigues Flores, que são conhecidos por terem atuado na Lava Jato para réus que fizeram acordos de colaboração homologados pelo ex-juiz Sergio Moro, foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) por receber US$ 3,9 milhões entre 2006 e 2013 (US$ 50.000 por mês, por 78 meses), cobrados de Dario Messer, o “doleiro dos doleiros”. O valor era tratado como taxa de proteção.

Ambos, segundo o MPF, disseram a Messer que a quantia seria utilizada para pagar propina a autoridades, entre elas o procurador regional da República Januário Paludo, em troca de benefícios ao doleiro.

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Ainda de acordo com o MPF, os advogados, porém, embolsaram o dinheiro.

Figueiredo Basto e Rodrigues Flores responderão por exploração de prestígio e tráfico de influência qualificado, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

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Investigações dão conta de que o doleiro Marco Antônio Cursini, cliente criminal dos advogados, era também o responsável por operar as quantias de origem ilícita dos sócios.

Figueiredo Basto foi procurado pelo jornal O Globo mas não quis se manifestar. Rodrigues Flores não foi encontrado.

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