Advogado de Lula, Zanin diz não se surpreender com falas de Moro e Dallagnol sobre caso triplex: "descaramento"
"Não me surpreendo com o descaramento de qualquer manifestação dos ex-integrantes da assim denominada 'operação'", disse Cristiano Zanin
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247 - O advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, rebateu nesta terça-feira (7) críticas de ex-integrantes da operação Lava Jato, como o ex-juiz parcial Sérgio Moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol, sobre o pedido de arquivamento do caso triplex, feito pelo Ministério Público Federal (MPF).
Pelo Twitter, Zanin classificou as críticas como "descaramento". "Após ter analisado o arquivo oficial da "Spoofing" e ter obtido, como advogado do caso, a declaração da suspeição do ex-juiz da lava jato, não me surpreendo com o descaramento de qualquer manifestação dos ex-integrantes da assim denominada 'operação'", afirmou.
Declarado juiz parcial pelo Supremo Tribunal Federal, Sérgio Moro foi às redes sociais para dizer que "manobras jurídicas" foram responsáveis pelo pedido de arquivamento do caso triplex pelo MPF. "Manobras jurídicas enterraram de vez o caso do Triplex de Lula, acusado na Lava Jato. Crimes de corrupção deveriam ser imprescritíveis, pois o dano causado à sociedade, que morre por falta de saúde adequada, que não avança na educação, jamais poderá ser reparado", disse Moro.
Por sua vez, o ex-coordenador da força-tarefa da Lava Jato de Curitiba ignorou os crimes envolvendo a condenação do ex-presidente, denunciados pela Vaza Jato, e disse que Lula foi "acusado neste caso por crimes gravíssimos de corrupção e lavagem de dinheiro".
Em nota logo após a decisão do MPF, Cristiano Zanin e Valeska Teixeira Martins afirmaram que o pedido de arquivamento apresentado pelo MPF deve pôr fim à ação 'construída artificialmente a partir do conluio do ex-juiz Sérgio Moro e do ex-procurador Deltan Dallagnol para prender o ex-presidente Lula, retirá-lo das eleições de 2018".
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Leia também reportagem da Rede Brasil Atual sobre o assunto:
O Ministério Público Federal (MPF) pediu o arquivamento do caso do triplex de Guarujá (SP), o que encerra o processo contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A manifestação é motivada após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em junho, que considerou suspeita a atuação do ex-juiz Sérgio Moro no caso e anulou a condenação de Lula.
Para os advogados de Lula, Cristiano Zanin e Valeska Teixeira Martins, o pedido do MPF põe fim ao caso construído pela Operação Lava com o objetivo de tirar o petista das eleições de 2018. “O pedido de arquivamento apresentado pelo MPF deve pôr fim ao caso que foi construído artificialmente a partir do conluio do ex-juiz Sérgio Moro e do ex-procurador Deltan Dallagnol para prender o ex-presidente Lula, retirá-lo das eleições de 2018 e para atacar indevidamente sua reputação, tal como sempre sustentamos”, disseram os advogados em nota.
Na manifestação, a procuradora da República Marcia Brandão Zollinger aponta para a prescrição dos crimes investigados. Após a anulação da condenação no STF, a investigação foi encaminhada para a Justiça Federal em Brasília e teria que recomeçar do zero. O MP avalia que não será possível concluir um novo processo e decidiu que não apresentará nova denúncia contra o ex-presidente.
Caso Triplex
Apesar de não apresentar provas concretas, a Operação Lava Jato acusou Lula de ter recebido o triplex de Guarujá como uma suposta retribuição por serviços prestados pela OAS à União.
Durante o processo, os advogados do ex-presidente provaram que ele nunca recebeu favorecimentos, muito menos foi dono do imóvel, que pertencia à OAS e foi, inclusive, dado em garantia de um empréstimo feito à Caixa Econômica Federal (CEF). Apesar das evidências, Lula foi condenado pelo ex-juiz e então futuro ministro Sergio Moro.
Em setembro, o empresário Leo Pinheiro, ex-presidente da construtora OAS, peça importante nas “provas” que levaram à condenação do ex-presidente, escreveu uma carta de próprio punho na qual recuou das acusações em sua delação premiada à Lava Jato. Nela, afirmou nunca ter autorizado ou conhecido pagamentos de propina às autoridades citadas no caso.
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