Acusações de Cabral contra Toffoli fazem parte de campanha de 'deslegitimação e desmoralização' do STF, dizem ex-ministros

Ex-ministros do STF Sepúlveda Pertence, Eros Grau e Nelson Jobim avaliam que as acusações do ex-governador Sérgio Cabral contra o ministro Dias Toffoli fazem parte de uma "campanha de deslegitimação e desmoralização da corte e seus membros"

Sérgio Cabral e Dias Toffoli
Sérgio Cabral e Dias Toffoli (Foto: ABr | STF)


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247 - “As colaborações premiadas voltaram à arena pública recentemente. Infelizmente, de forma infame, com acusações do ex-governador Sérgio Cabral contra o ministro José Antonio Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal”, destacam os ex-ministros do STF Sepúlveda Pertence, Eros Grau e Nelson Jobim em um artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo. "Trata-se de verdadeira campanha de deslegitimação e desmoralização da corte e seus membros, a qual serve a propósitos escusos", afirmam. 

“O elemento primordial de toda essa trama é a subsistência do Estado democrático de Direito”, destaca o texto. “Quando um delegado, agente do Estado, a partir da palavra de um delator, investiga um ministro do STF sem autorização e conhecimento da corte e pede abertura de inquérito sem apresentar mínimas provas a corroborar as declarações, há uma sequência de atos ilegais. O ônus da prova ainda cabe a quem acusa”, avaliam os juristas.

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“No caso da imprensa, quando os supostos operadores do esquema sequer são ouvidos antes da publicação, ocorre, na prática, mais uma tentativa de assassinato de reputação. Por justiça, cabe a ressalva de que a ampla maioria da mídia não deu crédito às alegações”, observam. 

“Teoricamente, confia-se no rigor do trabalho investigativo para evitar que alegações difamatórias ou caluniosas contra pessoas ou instituições prosperem. Teoricamente. Na era da pós-verdade, da informação em tempo real, dos vazamentos seletivos, dos agentes públicos convertidos em justiceiros e dos linchamentos perpetrados nas mídias, o caso em questão é emblemático. Mostra até que ponto podem chegar acusações levianas e criminalizações indevidas, sem base fática ou legal, em total desrespeito às garantias constitucionais”, avaliam os juristas no texto do artigo. 

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“O STF, por seu papel contramajoritário e pela firme defesa da Constituição e da democracia, tornou-se alvo de manobras de desprestígio que vão além das críticas a seu exercício jurisdicional. Trata-se de verdadeira campanha de deslegitimação e desmoralização da corte e seus membros, a qual serve a propósitos escusos”, afirmam. 

Para eles, “é preciso separar o joio do trigo e não alimentar suspeitas infundadas contra as instituições e seus integrantes. Isso vale para os órgãos de investigação e para a imprensa. Divulgar palavras de delatores sem o mínimo de lastro probatório e a necessária checagem, em nome do “furo” jornalístico e do espetáculo, é contribuir com a subsistência desse fenômeno nefasto que assombra o Brasil e outras nações do mundo”. 

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