“A pandemia está criando uma multidão de órfãos, que vão precisar de assistência”, diz advogado Ariel de Castro Alves
Membro do Conselho de Direitos Humanos do Estado de São Paulo, em entrevista à TV 247, responsabilizou Jair Bolsonaro pelas mais de 500 mil mortes pela Covid-19 e denunciou que o governo não está mapeando a orfandade que a pandemia tem deixado no País. Assista
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247 - O advogado Ariel de Castro Alves, membro do Conselho de Direitos Humanos do Estado de São Paulo, denunciou a omissão do governo federal sobre os dados referentes à “geração de órfãos” da pandemia em entrevista à TV 247.
Segundo ele, o governo Bolsonaro deve ser responsabilizado pelas mais de 500 mil mortes e pela omissão de dados da pandemia. “Precisamos de um novo Tribunal de Nuremberg para julgar o Bolsonaro pelos crimes contra a humanidade que ele tem cometido, esse meio milhão de mortes que temos aí. Isso envolve os órfãos da Covid. Temos um governo que ataca, que atenta a vida humana”, declarou.
“Por isso, temos uma geração de órfãos”, prosseguiu o advogado. “As tragédias, como a gripe espanhola, a Aids e as guerras geralmente geram uma grande orfandade. Infelizmente, o governo federal nunca mapeou essa orfandade. Teve dados divulgados pelo Ipea de 45 mil órfãos da Covid há dois meses, mas depois o próprio Ipea não confirmou essa informação. Bastava verificar as certidões de óbito, pois na certidão consta se a pessoa que faleceu deixou um filho menor de idade”, denunciou o advogado.
Ele destaca que o quadro deve ser ainda pior, uma vez que pessoas mais vulneráveis são as principais vítimas da pandemia. “O que se sabe é que houve um aumento muito grande dos pedidos de pensão por morte no INSS tanto de viúvos e viúvas, mas também de crianças e adolescentes dependentes. Agora, não podemos ter pensão por morte apenas se a pessoa era contribuinte do INSS. E as pessoas mais vulneráveis que não contribuem com o INSS, quando morrem e deixam seus filhos, certamente são maioria diante dessa pandemia”, completou.
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