'A esculhambação institucional pós-2018 gerou a PEC que mantém Bolsonaro no jogo', diz Celso Rocha de Barros
"Se não fosse pela PEC "Medo do Lula", ou Lula já teria sido eleito, ou haveria tempo para uma debandada de direitistas para outras candidaturas", avalia o sociólogo
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247 - O sociólogo Celso Rocha de Barros afirma, em sua coluna na Folha de S. Paulo, que a última pesquisa divulgada pelo Datafolha “não trouxe notícias de novos pobres votando em Bolsonaro fora da margem de erro. Foi, portanto, uma pesquisa ruim para Jair: o anúncio do auxílio não lhe rendeu votos” .
“Resta-lhe a esperança, entretanto, de que essa situação mude quando o dinheiro do auxílio for depositado. É uma expectativa perfeitamente plausível. É bem possível que Bolsonaro ganhe alguns pontos percentuais nas pesquisas no final de agosto. Isso pode evitar uma vitória de Lula no primeiro turno, se o petista não for beneficiado por voto útil de eleitores de Ciro ou Tebet.
Ainda segundo ele, “se não fosse pela PEC "Medo do Lula", ou Lula já teria sido eleito, ou haveria tempo para uma debandada de direitistas para outras candidaturas. O governo Bolsonaro foi ruim demais para que a reeleição fosse o cenário mais provável, como sempre foi o caso em eleições anteriores. Entretanto, a própria esculhambação institucional pós-2018 gerou a PEC que mantém o presidente no jogo”.
“Não por acaso, as movimentações a favor de Lula começaram antes mesmo de sabermos, em definitivo, se a PEC mudará muitos votos. Líderes do PMDB de 11 estados já declararam apoio a Lula no primeiro turno. O PT ainda tenta atrair apoios de gente na União Brasil, o que, pouco tempo atrás, seria impensável”, observa o sociólogo.
“As coisas podem mudar, mas, no momento, o quadro é o seguinte: o auxílio trabalha por Bolsonaro, o golpismo trabalha contra. Portanto o efeito do auxílio precisa ser grande o suficiente para Jair voltar a acreditar que pode vencer sem golpe. Não é fácil”, finaliza.
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