"A escolha não é tão difícil. E nunca foi", diz Marco Aurélio Carvalho
"Façamos do nosso voto um contundente veto a Jair Bolsonaro (PL). É Lula já!", diz o jurista em artigo publicado na Folha de S. Paulo
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247 - O advogado Marco Aurélio Carvalho, do Grupo Prerrogativas, afirma, em um artigo publicado na Folha de S. Paulo, que o debate dos candidatos à Presidência da República, exibido na quinta-feira (29) pela TV Globo, foi “mais uma oportunidade de confrontar os 'brasis' possíveis. De um lado, o ódio e o rancor. A incompetência, a vilania, a mentira e o despreparo. De outro, o amor e a esperança. A capacidade de ouvir e de escutar”.
“O apelo ao entendimento —tão frequente na política— está materializado, hoje, na candidatura Lula-Alckmin. A perspectiva alvissareira de vitória da chapa nas eleições presidenciais torna o convite um ponto de inflexão para atores sociais relevantes em nossa vida institucional”, diz Marco Aurélio mais à frente.
Ainda segundo ele, “três partidos políticos tradicionais e um grupo social bem organizado —a elite do empresariado brasileiro— têm nas mãos, hoje, a chance da transformação. Entrar na história, triunfante, pela porta da frente, é destino de quem consegue 'dar a volta por cima" e compreender de que lado da história deve ficar'.
“Ao lado do setor produtivo nacional, PMDB, PDT e PSDB podem dar uma resposta de grandeza e amor ao Brasil —resposta que não admite, no vocabulário, a palavra omissão. É hora de reparação da ordem institucional-democrática. Abraçar a candidatura de Lula, no primeiro turno, afastará turbulências já previstas no segundo momento. Ser protagonista em um arco social amplo e participar de uma coalizão progressista é a escolha que permitirá a PMDB, PDT e PSDB se reconciliarem com sua antiga essência democrática”.
“Aliás, a escolha não é tão difícil. E nunca foi. O oponente é conhecido, no meio de onde surgiu, como um 'mau militar', segundo definição de um superior hierárquico, o general Ernesto Geisel. O oponente mostrou ao Brasil —e ao mundo— um modelo de governança autoritária, onde prevalecem o desprezo pela vida e a implacável vontade de reduzir direitos sociais, de afrontar minorias e de gerar ainda mais pobreza. Como se vê, a opção em Lula é ainda mais fácil”, avalia.
“Ninguém pode mais pecar pela omissão. Chegou a hora de decisões cruciais para as futuras gerações”, afirma o jurista no artigo. “É hora de reconstruir e de unir, para recuperar e reconciliar o nosso país. Podemos, juntos, afastar de vez o risco de um período de incertezas e de violência que um segundo turno materializaria no Brasil. Façamos do nosso voto um contundente veto a Jair Bolsonaro (PL). É Lula já!”, finaliza.
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