82% das mulheres são contra facilidades para compra de armas e munições, diz pesquisa Genial/Quaest
Pesquisa apoonta que o acesso indiscriminado a armas de fogo e munições por civis, uma das bandeiras de campanha de Jair Bolsonaro, não encontra apoio junto ao eleitorado feminino
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Pesquisa Gencial/Quaest, divulgada pela BBC Brasil nesta terça-feira (6), aponta que 82% das mulheres brasileiras são contrárias ao acesso a armas de fogo por civis.
A pesquisa bate de frente com a sugestão feita por Jair Bolsonaro (PL), que defende o acesso indiscriminado a armas e munições, durante um evento realizado no sábado (3) com eleitoras no Rio Grande do Sul, de que as mulheres estariam mais seguras contra a violência doméstica e abusos portando "uma pistola na bolsa" do que protegidas pela Lei Maria da Penha.
Ainda segundo a pesquisa, realizada por meio de 2 mil entrevistas presenciais realizadas na semana passada em todo o Brasil, a defesa da posse e do porte de armas de fogo e munições é apoiada por 63% dos homens ouvidos pela pesquisa.
Desde que chegou ao poder, Bolsonaro publicou uma série de decretos e portarias que ampliaram o acesso à posse e porte de arma de fogo, armas de uso restrito e munições.
“A pesquisa mostra que 45% dos que declaram voto no atual presidente também afirmaram ser contrários às ações para facilitar o armamento. Já entre os que declaram voto no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o percentual de desaprovação quase dobra (88%)”, ressalta a reportagem.
"A questão da arma é central para explicar essa diferença que há hoje entre homens e mulheres na avaliação do presidente. As mulheres entendem que mais armas representam mais violência para as famílias delas, independentemente de uma posição mais à direita ou mais à esquerda (em outros assuntos). Esse é um tema que divide a sociedade há tempos, e que não foi tão importante em 2018, mas que nessa eleição poderá ser decisivo", avaliou o cientista político e diretor da Quaest, Felipe Nunes.
De acordo com pesquisa do Instituto Datafolha divulgada em agosto, Bolsonaro é rejeitado por 53% do eleitorado feminino.
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