Vale-tudo golpista destrói direitos

As forças antipopulares, antidemocráticas e antinacionais que tomaram de assalto o governo vem desenvolvendo uma operação de desmonte das políticas sociais e do país, como evidencia toda uma série de iniciativas coerentes



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A proposta que o governo golpista está chamando de "reforma da previdência" chega sob suspeita à Câmara dos Deputados. Tem vícios graves de origem e guarda retrocessos em todas as áreas.

As forças antipopulares, antidemocráticas e antinacionais que tomaram de assalto o governo vem desenvolvendo uma operação de desmonte das políticas sociais e do país, como evidencia toda uma série de iniciativas coerentes: a privatização do pré-sal; a PEC 241/55 que desmonta e congela o país por 20 anos; esta "reforma previdenciária" agora apresentada; e a "reforma trabalhista" já anunciada.

Todas são medidas muito graves, destruidoras de conquistas do povo brasileiro – da CLT à Constituição - e, não há dúvida, têm por trás um compromisso com o capital internacional.

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A marca registrada desta "reforma da previdência" é o que o governo golpista se propõe a fazer com o Benefício de Prestação Continuada, o BPC, política de assistência social a famílias muito pobres e que atende hoje 4,5 milhões de pessoas idosas e de pessoas com deficiência incapacitadas para o trabalho. É sobre estes brasileiros e brasileiras que a PEC aponta sua arma perversa propondo aumentar a idade exigida para a concessão do BPC - de 65 para 70 anos - e desvincular do salário mínimo o valor do benefício.

É grave também que se pretenda fixar em 65 anos a idade mínima exigida para aposentadoria dos trabalhadores e das trabalhadoras rurais. Nós sabemos muito bem das duríssimas condições de trabalho das pessoas do campo, onde a previdência só chegou há menos de cinco décadas, em 1971, com o Funrural. Até então as trabalhadoras e os trabalhadores rurais não tinham nenhum sistema previdenciário. Agora já querem retirar o pouco que lhes foi concedido e que atende, atualmente, sete milhões de segurados.

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Os golpistas propõem ainda extinguir a forma coletiva de contribuição da agricultura familiar à previdência. Pretendem exigir contribuição individual e mensal. Isso ofende o trabalhador rural, desrespeita a sazonalidade da produção do campo e condena a agricultura familiar.

Além disso, a "reforma" exigirá 49 anos de contribuição para que a previdência pague aposentadoria integral. 49 anos!. É uma vida!

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Porta-vozes do desgoverno dizem que algumas propostas estão na reforma para negociação. Eu lhes digo: negociar com direitos fundamentais dos pobres é mais uma perversidade.

A balela governista propaga que a previdência no Brasil é deficitária. Isso é mentira. Está na Constituição um sistema que integra a previdência com a saúde e a assistência social, na perspectiva da seguridade social. Se integrarmos as três fontes, temos uma seguridade social superavitária, possivelmente com pequena margem de déficit no campo.

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Diferentemente do que os golpistas dizem, a urgência em aprovar a proposta não pretende "salvar" a previdência. A pressa é para evitar que o povo compreenda a profundidade das perdas que serão impostas aos atuais e aos futuros trabalhadores.

Em resumo, a proposta de "reforma previdenciária" não moderniza e nem resolve a situação da previdência. Longe disso, ela desmonta a

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Seguridade Social e a Previdência para desamparar os pobres e jogar nos braços do setor privado aqueles que puderem pagar.

O repertório de perversidades, está claro, não se esgotará aí. Já vem, por exemplo, uma Medida Provisória para abrir alas ao que chamam de "reforma trabalhista". No vale-tudo dos golpistas anuncia-se a "modernização" das leis do trabalho. Já sabemos que não irão propor modernização nenhuma. O que anunciam é um deplorável retorno ao século XIX, a um período anterior ao direito trabalhista e ao direito previdenciário.

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