Uma guerra que apenas começa
De outra feita, jamais olvidar, tem-se ainda a reviravolta que a televisiva Operação Lava Jato vai sofrendo. Não pode passar desapercebida a denuncia muito bem fundada por sinal, e que envolve o atual ministro das relações exteriores, José Serra
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A garota Ana Júlia, do Paraná, em tocante pronunciamento na tribuna da Assembléia Legislativa desse estado e nesta semana, mexeu com os brios de todo o país. Combinando simplicidade, pureza e muita clareza política, realizou uma das principais análises políticas do ano.
Quando os bons efeitos do pronunciamento de Júlia acontecem no juízo político da nação, juízo, por sinal, decaído e confuso, mais de mil escolas seguem ocupadas país afora constrangendo governos, políticas, alianças e uma sociedade anestesiada com a overdose de crimes sociais perpetradas pelo governo de Temer.
De outra feita, jamais olvidar, tem-se ainda a reviravolta que a televisiva Operação Lava Jato vai sofrendo. Não pode passar desapercebida a denuncia muito bem fundada por sinal, e que envolve o atual ministro das relações exteriores, José Serra, acusado por Pedro Novis, presidente da Odebrecht (2002-2009) e por Carlos Armando Paschoal que atuava no contato junto a políticos em São Paulo e na articulação de doações para campanhas eleitorais de ter recebido 23 milhões de reais em 2010 por meio de conta secreta na Suíça.
Em rápida correção câmbio/inflacionária para dinheiros de hoje, esta conta estaria registrando algo em torno de 35 milhões de reais. Santo PSDB, me emociona vossa imaculada conduta! Me provoco: "E se fosse o Lula?"
Da mesma forma e no rastro de tragédias à la Moro, o anúncio do fim da indústria naval brasileira, anunciado por Antonio Rubens da Silva (TRANSPETRO) é dessas notícias que choca! A mesma indústria que, em função da "profundidade" da Operação Lava Jato já demitiu dez mil trabalhadores e irá, até 2018 demitir mais vinte mil. A empresa tinha a entusiástica e promissora meta de construir 46 embarcações visando a renovação da frota brasileira. Paramos na décima sétima.
Sigamos na crônica política diária e que não tem monotonia! A pesquisa conduzida pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) que mede o prestígio e níveis de respeitabilidade da atual presidência da república ante aos brasileiros é mais uma delícia desta semana e que termina em polvorosa. A pesquisa revela que apenas onze por cento dos brasileiros acreditam no "redentor" governo de Temer. Nem Dilma Roussef (PT) no momento mais agudo da crise que a levou para o impedimento atingiu medição tão rasa.
Pois bem, voltemos para Ana Júlia, a jovem estudante do Paraná. É que teremos o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) em 05 e 06 de novembro e que, conforme se identifica com relativa facilidade, acontecerá em um ambiente de enormes incertezas e adversidades.
Não é pra menos... Quem acaba de cortar investimentos básicos em saúde e educação (vide PEC 241), que pretende reformar o ensino médio orientado por princípios "renascentistas e libertários" como o "escola sem partido", "sem ideologia", "sem feminismo", "sem ideologia de gênero", enfim, "escola sem escola", "by Frota" de fato, jogou todas as fichas no conflito aberto e carnal. No enfrentamento e no tensionamento para níveis vistos somente nos estertores do golpe de 1964.
A esse respeito e quase que profeticamente, o professor Nildo Ouriques (UFSC/IELA) vaticinou que este governo estava chamando o povo para a guerra. Percebo que nossa gente aceitou o convite e, tal qual se mostra cotidianamente em nossa imprensa bananeira, está realizando importantes ensaios no front.
A escola é dos estudantes; reinventem-na e vocês reinventarão o Brasil.
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