Uma grave geopolítica

A trágica Era Temer nos lega apenas e, tão somente, miséria, muito mais conflitos sociais e um lugar menor e bem mais subalterno no plano das economias internacionais

Greve geral em Recife
Greve geral em Recife (Foto: Ângelo Cavalcante)


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A trágica Era Temer nos lega apenas e, tão somente, miséria, muito mais conflitos sociais e um lugar menor e bem mais subalterno no plano das economias internacionais. Quando não se entende o mínimo do mínimo de economia internacional tende-se a imaginar que uma geopolítica inteligente, moderna e superior é só um apanhado e bem arranjado de armas, dinheiros e intimidações.

Essa perspectiva pode valer para qualquer outro instante histórico das conturbadas relações internacionais mas não para esse. Além, evidentemente, de armas de última geração, muito dinheiro acumulado a partir de uma infinidade de transações e negócios mundo afora é necessário que a potência crie e atualize seus símbolos, imagens, representações e sinais. Não é por acaso, mas é que símbolos possuem uma força descomunal! Indicam unidade, integração, disposição para a guerra ou para a paz. Sua mera presença produz intimidação, recuos e persuasão. Representam e anunciam um futuro; retratam sentimentos, disposições e perspectivas. São concebidos, por fim, para inspirar e orientar condutas e práticas cotidianas, individuais e coletivas, em favor do ideal de nação, não casualmente, posto no conceito e conteúdo de seus símbolos.

A potência carece de convencer para que possa pautar estilos de vida, formas de consumo, padrões de desenvolvimento. Não pode travar a guerra eterna de todos contra todos. A nação acontece em seus territórios, intercâmbios e manifestações mas deve ser e estar na subjetividade, na consciência comum de indivíduos e grupos sociais. Deve existir desde as menores representações até os articulados planetários de maior hegemonismo ou não consegue garantir forma para a sua geopolítica.

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O governo tirânico e usurpador de Temer, vazio de qualquer tipo de base ou apoio social; sem nenhuma, mas nenhuma legitimidade ou fundamento popular é, "per si", a desconstrução ou desconstituição de símbolos ou representações fundamentais para que o Brasil se apresente como singularidade no panteão das nações do mundo. Essa singularidade não é um penduricalho e nos interessa por demais!

Esse governo perverte símbolos e representações, emascula o melhor da criatividade nacional, rouba da moral brasileira sua vivificante capacidade de ser/estar na política internacional propondo solidariedade global e alguma equivalência na destrambelhada relação norte/sul, governanças internacionais mais democráticas e paritárias, novos padrões e conceitos acerca da segurança internacional, novos fluxos e intercâmbios comerciais, transferência tecnológica como dispositivo essencial de desenvolvimento dentre outras temáticas sumamente delicadas.

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A sedutora mestiçagem tropical que caracteriza o Brasil e evidentemente, presente na sua original forma de pensar e produzir política internacional perde de sua aura, de sua energia e de sua vibração porque com esse governo, o país simplesmente, se recusa a ser país; o Brasil 'terra de samba e pandeiro" sob o bastião criminoso de golpistas, mafiosos e salafrários é só um nome, uma inscrição inativa, oca de sentidos, conteúdos e coerências.

E se há um necessário e vibrante sonho de integração para toda a Pátria Grande, aliás, sem olvidarmos de que é nosso caminho único para libertarmos-nos das formas novas de colonização, um desiderato integrador sonhado por todos os grandes da causa latino-americana é preciso considerar desta forma, que Temer se apresenta como um dos principais problemas de geopolítica para todos nós, os latinos.

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VIVA A GREVE!

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