Um fim melancólico de Michel Temer
Menos de um ano após assumir interinamente o poder, Michel Temer não saiu das sombras. Sequer ele é recebido com honras de chefe de estado em países importantes na diplomacia mundial. É visto lá fora como um "mero substituto" e não como um líder, como foi com Lula e Dilma
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Se resumindo a um projeto de poder que não deu certo, o governo Michel Temer beira ao fundo do poço. O presidente ilegítimo, até então um mero desconhecido na política, ganhou notoriedade após a sua carta birrenta à ex-presidente Dilma e também ao chamado "golpe".
Menos de um ano após assumir interinamente o poder, Michel Temer não saiu das sombras. Sequer ele é recebido com honras de chefe de estado em países importantes na diplomacia mundial. É visto lá fora como um "mero substituto" e não como um líder, como foi com Lula e Dilma.
O fato é que o governo dele se despedaça. Um fim melancólico e precoce que pode inevitavelmente acontecer; Isso se depender do Tribunal Superior Eleitoral, que pode cassá-lo. Nesse episódio a imparcialidade do judiciário vai contar muito.
Temer também se vê encurralado pelas ruas. O povo ecoa pedidos de respeito e defende seus direitos com garra. Nesta quarta-feira histórica, o país parou e deu seu recado: Você não representa a identidade do povo brasileiro e seus anseios.
Mas novamente, Temer permaneceu nas sombras. Disse alguma coisa porque precisava se manifestar, mas a vergonha nacional foi inevitável.
Seria mais sensato largar o osso e deixar o povo decidir nas urnas, propondo eleições gerais e diretas.
O presidente vê seu governo ruir, submergido na corrupção, impopularidade e na crise econômica que se acentua.
Temer precisa entender que a voz da democracia é essencial para o país se recuperar.
Ou talvez ele prefira mesmo a melancolia.
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