Um cordel para Elza

José Pessoa de Araújo escreve cordel para a sambista Elza Soares, falecida na quinta-feira, 20

Elza Soares
Elza Soares (Foto: REUTERS/Sergio Moraes)


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Chicote do Pessoa

Um cordel para Elza

Por José Pessoa de Araújo

Morreu Elza Soares
O Brasil está mais pobre
Nascida em uma favela
Ocupou espaço nobre
Jamais será deslembrada
Uma deusa consagrada
Mas que nunca foi esnobe

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Neta de uma escrava
Com uma voz inconfundível
Brilhou em todos os palcos
Era uma cantora incrível
Sabia que no Brasil
O preconceito é terrível

Garrincha foi seu grande amor
Não negava pra ninguém
Era uma grande guerreira
Nasceu na Vila Vintém
Foi exilada do Brasil
Quase foi presa também

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Elza era uma deusa
Sua obra é imortal
Foi um exemplo para muitos
Essa mulher genial
Conhecia esse país
Tão rico e tão desigual

Hoje vai cantar com Pixinguinha
A recepção vai ser grande
Com a chegada da rainha
Clementina de Jesus
Não ficará sozinha
Vai ter samba o dia inteiro
Na sala e na cozinha

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Considerada a voz do século
Era uma esquerdista consciente
Defendia sua gente
Foi uma mulher valente
Que falava sem ter medo
Contagiava toda a gente

Adeus deusa da música
O mundo te reverencia
Foste fazer coro com os anjos
Na tua nova moradia
Aqui na terra
A lembrança é eterna
Por aqui semeaste alegria

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