Terra arrasada na educação

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Sem qualquer compromisso com a educação, Jair Bolsonaro fez cortes orçamentários para o setor que devem ser corrigidos pelo novo governo que assumirá em 2023, sob pena de graves consequências para crianças, jovens e adultos.
Na educação infantil o corte foi de 96%; na educação básica 34%; na educação de jovens e adultos (EJA) o corte foi de 56%; na infraestrutura de escolas que permitem ampliação, reformas, construção e adequação, o corte foi de 97%; na capacitação de professores o facão bolsonarista cortou 95%.
Os recursos que Bolsonaro deixará para a educação será permitido a compra de apenas um veículo por escola e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) teve corte de 34% de suas verbas.
Além da redução do orçamento previsto para o ano que vem, quando retirada a complementação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FNDE), que está fora do teto de gastos, a previsão de recursos para a educação no orçamento cai mais de R$ 7 bilhões.
Segundo dados, as perdas variam de acordo com a população de cada ente federativo. Com isso, São Paulo será o mais afetado e deixará de receber R$ 247,7 milhões. Assim como Minas Gerais, o segundo mais prejudicado, com menos R$ 123,6 milhões. Na sequência, estão os estados da Bahia, com perda na faixa de R$ 89 milhões, e Rio de Janeiro, com menos R$ 87,4 milhões.
Um dos desafios de Lula será trazer de volta um Ministério da Educação que discuta problemas reais. Especialistas acreditam que será preciso um novo capítulo para a educação brasileira, como ações articuladas da aprendizagem, recomposição do orçamento, combate à evasão escolar, investimentos em segurança alimentar, foco na formação e nas carreiras de professores, valorização das Universidades públicas e mudanças estruturais, reforço de políticas de primeira infância e de alfabetização.
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