Temer quer cidadãos de segunda categoria com reforma da Previdência
"Reduzir os benefícios previdenciários dos mais pobres, aqueles cuja renda per capita é inferior a 25% do salário mínimo, como propõe Temer, é uma perversidade sem tamanho", afirma a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), lembrando que isso foi regulamentado na década de 90, "e acabou com enormes injustiças, porque naquele período havia milhões de trabalhadores que ganhavam meio salário mínimo! Eram tratados como cidadãos de segunda categoria"; segundo Gleisi, "a imensa maioria da nossa sociedade considera uma questão de justiça, de cidadania" a obrigação do pagamento de ao menos um salário mínimo; "Custo a crer que haverá maioria no Congresso para aprovar essa perversidade. Na sociedade com certeza não há"
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Reduzir os benefícios previdenciários dos mais pobres, aqueles cuja renda per capita é inferior a 25% do salário mínimo, como propõe Temer, é uma perversidade sem tamanho.
A nossa Constituição, chamada por Ulisses de Constituição cidadã, estabeleceu que todos recebam ao menos o salário mínimo de benefícios.
Na década de 90, isso foi regulamentado e acabou com enormes injustiças, porque naquele período havia milhões de trabalhadores que ganhavam esse valor: meio salário mínimo! Eram tratados como cidadãos de segunda categoria.
Com a regulamentação baseada na Constituição cidadã, tornou-se obrigatório o pagamento de ao menos um salário mínimo. Com Lula, o salário mínimo foi valorizado e essas pessoas passaram a ter renda mais decente.
Isso sempre provocou ranger de dentes por parte de alguns, que reclamavam de os trabalhadores rurais receberem um SM "sem terem contribuído para isso", era o que alegavam.
Da mesma maneira, rangiam os dentes para o fato de pessoas idosas ou com deficiência também terem assegurado benefício de um salário mínimo.
Mas sempre foi uma minoria que reclamava, a imensa maioria da nossa sociedade considera isso uma questão de justiça, de cidadania. Custo a crer que haverá maioria no Congresso Nacional para aprovar essa perversidade. Na sociedade com certeza não há.
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