Os desafios da questão climática

O Brasil pode ser mais que uma peça chave para o futuro do planeta, pode ser o líder

Placa da COP27 na estrada que leva ao local da conferência em Sharm el-Sheikh, no Egito
Placa da COP27 na estrada que leva ao local da conferência em Sharm el-Sheikh, no Egito (Foto: REUTERS/Sayed Sheasha)


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Começou nesta semana o maior encontro sobre as questões climáticas, a COP27, que acontece em Sharm El Sheikh, no Egito e, logo na abertura, um estudo da Organização Meteorológico Mundial já apontou terem sido os últimos oito anos os mais quentes da história, com ondas de calor extremas, inundações, milhões de vidas afetadas e bilhões de dólares perdidos na economia global. 

Segundo cientistas, o maior responsável por esse caos climático continua sendo o aumento contínuo das concentrações de gases responsáveis pelo chamado efeito estufa, resultado da - maior - retenção de radiação de infravermelho por camadas da atmosfera e, por conseguinte, aumento da temperatura média da Terra. 

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Assim, parece que estamos nos distanciando dos 1,5 graus do Acordo de Paris e caminhando para um caos global, onde os mais pobres são, sem sombra de dúvidas, os mais afetados pelas catástrofes climáticas, pela fome e pela deterioração das atividades econômicas.

Nesse cenário, que até então tinha a França, os EUA e a Alemanha como estrelas do debate, o Brasil pode ser mais que uma peça chave para o futuro do planeta, pode ser o líder. 

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A presença do país em Sharm El Sheikh, mesmo sem representação oficial do atual Presidente, mas com o presidente eleito como convidado, demonstram a expectativa que o mundo coloca no país, que é um dos maiores capturadores de carbono atmosférico e, ao mesmo tempo, um dos maiores produtores de alimentos. Ou seja, podemos ser exemplo se soubermos conduzir uma política ambiental responsável e parceira do desenvolvimento econômico. 

O próprio presidente francês, Emmanuel Macron, tem destacado a importância do compromisso dos países "ricos não europeus" com o clima e até as grandes produtoras de alimento do setor privado prometem mudanças em sua matriz de produção para contribuir no processo de redução das emissões. O Brasil pode então liderar esse processo. 

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Serão duas semanas de debate no Egito e muito pode acontecer, como muito também pode não acontecer, mas a certeza é que acordos bilaterais e globais, neste momento, são importantes para garantir a manutenção do planeta e principalmente, o futuro. Vamos ficar de olhos abertos. 

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