O yuan segue derrotando o dólar, o Paquistão é a nova conquista

Para auferir ganhos, as nações devem decidir o mais cedo possível aderir ao yuan, se antecipando à concorrência premente

An employee counts Yuan banknotes at a branch of Industrial and Commercial Bank of China in Huaibei, Anhui in this August 3, 2010 file photo. China's central bank raised interest rates on December 25, 2010, the second rise in just over two months, steppin
An employee counts Yuan banknotes at a branch of Industrial and Commercial Bank of China in Huaibei, Anhui in this August 3, 2010 file photo. China's central bank raised interest rates on December 25, 2010, the second rise in just over two months, steppin (Foto: Túlio Ribeiro)


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Uma das formas de sublinhar as transformações na economia mundial é identificar a abrangência da moeda do país no comércio internacional. A ascendência da China com um crescimento recorrente do seu PIB está levando a superar o ainda líder Estados Unidos. Desta forma, a ascensão do yuan em detrimento do dólar revela uma novo ordenamento na política mundial.

O Paquistão se transformou na trigésima quinta nação em substituir a moeda estadunidense no sistema de pagamentos com a China. A decisão vai no sentido de findar a hegemonia do dólar no mundo.

A resolução do Banco Estatal do Paquistão vai permitir que Ilamabad e Pequim suspendam o dólar no comércio bilateral e em projetos do Corredor Econômico China-Paquistão (CECP). Desta forma, o Paquistão poderá pagar suas importações de origem chinesa em yuan e as empresas chinesas que investirem no CECP poderão realizar em moeda nacional.

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Este modelo aclara as razões de países aceitarem abandonar o dólar. Além de facilitar exportações para China, principalmente no setor de energia, permite aprovar seus projetos de investimento que necessitam de capitais da potência asiática com prioridade. O cobertor do yuan abre portas para exportação, especialmente de petróleo e recursos minerais, além de anexar uma premissa decisiva para os chineses em participar de outras economias,o uso de sua moeda. Outra vertente é a estabilidade do yuan, mantida por uma forte ação do Estado, tanto para liquidez como reserva de valor.

O Paquistão passa a se inserir num grupo de 35 países dentre eles Rússia, Venezuela, Indonésia e Vietnam; e emitiu uma nota via seu Banco Estatal que reverbera esta tendência mundial:

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"Considerando os recentes desenvolvimentos econômicos locais e globais, particularmente com o crescente tamanho do comércio e investimento com a China no CECP,o Banco Estatal do Paquistão prever que o comércio en yuan com a China aumentará significativamente. Gerando benefícios no longo prazo para ambos países."

Em 2015 e 2016 o comércio bilateral estabeleceu um patamar de 14 bilhões de dólares, um montante que deve subir significativamente. A República Popular da China já se comprometeu a investir no vizinho 60 bilhões de dólares até 2030.O principal projeto é uma rede de transporte ligando o porto de Gwadar no sudoeste do Paquistão a região autônoma de Xinjiang no noroeste chinês , via autopista, ferrovias e principalmente dutos petrolíferos.

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Lançando olhar para o futuro, a expectativas de autoridades do Banco Central da China é que entre 2025 e 2030 o yuan supere o dólar comércio mundial.Um capítulo decisivo é a possibilidade do rei Salma Bin Abdulaziz da Arábia Saudita reverter a decisão de 1974 em permitir a exclusividade do dólar na venda de seu petróleo. Este reordenamento significaria reduzir a demanda anual da moeda estadunidense em 600 bilhões.

É uma hora que se aproxima na história do tempo presente, não há como parar este momento. Deste modo, para auferir ganhos, as nações devem decidir o mais cedo possível aderir ao yuan, se antecipando à concorrência premente.

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