O que está de pé

Em matéria que se poderia adjetivar de "escrota", a Folha de S. Paulo retoma ao "front editorial militar", depois de investir na intervenção militar na Venezuela na semana passada. Agora aposta no afastamento do Comandante do Exército Brasileiro, general Villas Bôas, contrário à política imperial de transformar as FFAA em capitães do mato

Brasília - O comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Boas, participa de audiência na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional para debater a situação dos projetos estratégicos das Forças Armadas
Brasília - O comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Boas, participa de audiência na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional para debater a situação dos projetos estratégicos das Forças Armadas (Foto: Fernando Rosa)


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Em matéria que se poderia adjetivar de "escrota", a Folha de S. Paulo retoma ao "front editorial militar", depois de investir na intervenção militar na Venezuela na semana passada. Agora aposta no afastamento do Comandante do Exército Brasileiro, general Villas Bôas, contrário à política imperial de transformar as FFAA em capitães do mato. "Com doença degenerativa, general diz ter 'forças' para comandar o Exército", diz a manchete que traz entrevista com Villas Bôas, contendo maioria de perguntas sobre a sua situação de saúde.

"Preocupa-me o constante emprego do @exercitooficial em “intervenções” (GLO) nos Estados", postou o general em seu twitter, recentemente. "Só no RN, as FA já foram usadas 3 X, em 18 meses. A segurança pública precisa ser tratada pelos Estados com prioridade “Zero”. Os números da violência corroboram as minhas palavras", completou ele. Não é de hoje que o general Villas Bôas manifesta sua contrariedade ao uso do Exército nas ações de segurança pública.

A hipocrisia da matéria do jornal da Barão de Limeira trata a pauta como uma defesa da "inclusão" dentro das Forças Armadas brasileiras. Mas, na verdade, busca expor as dificuldades motoras do comandante do Exército, atualmente no comando de 215 mil homens em todo o país, dos quais, faz questão de destacar o jornal, "é exigido pleno vigor físico". "O que está em pé e muito vivo hoje é minha mente, além dos princípios e valores aprendidos no Exército desde a minha adolescência", respondeu Villas Bôas.

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Mais uma vez o jornal evidencia seu compromisso com os golpistas em suas ações mais estratégicas, no caso, livrar-se do general Villas Bôas no comando do Exército. Faz parte do plano de ataque ao Brasil, fragilizar sua defesa, que começou pela prisão do Almirante Othon e agora tem a destruição da nossa indústria aeroespacial. Além de congelar o orçamento militar com a "PEC da morte", os golpistas apostam em transformar as Forças Armadas em capitães do mato, as velhas volantes do início do século passado.

A gravidade do ataque à Nação brasileira começa a ser percebida por setores sociais, econômicos e políticos do país, que esboçam uma reação em defesa da soberania. O alinhamento das FFAA da Venezuela ao governo na defesa da Pátria e a postura do Irã frente à tentativa de golpe de Estado, refletem posturas adequadas aos novos tempos de guerra imperialista. Alinhar-se aos Estados Unidos, neste momento, mais do que prejudicial ao país e ao povo, como já se vê, é um ato de traição que a história cobrará muito caro.

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