O genocídio universal no reino de Crivella
Os campeonatos de futebol que retornaram na Europa, não estão sendo abertos ao público. Mas, Crivella entende que disponibilizando 1/3 da capacidade dos estádios, está cumprindo normas sanitárias seguras
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O Bispo da cidade do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, que também é Prefeito daquela jurisdição nas horas vagas, decidiu pela reabertura do comércio local, e, pasmem, pela liberação de público nos jogos de futebol do campeonato carioca, a partir do dia 10 de julho. Revestido de sua autoridade política e espiritual, Crivella, ao que parece, pretende promover uma espécie de genocídio ungido da população carioca.
Num momento em que o mundo ainda mantêm medidas restritivas, a irresponsabilidade de Crivella deveria lhe custar alguns anos de prisão. Difícil fazer outra leitura sobre o tema, que não seja a de um atentado contra a vida dos cidadãos do Rio de Janeiro. O Prefeito eleito sobre o mote de “cuidar das pessoas”, tem feito exatamente o oposto durante toda a sua gestão.
Haverá quem diga que ninguém é obrigado a ir ao estádio ou que só irá quem queira. O que não exime o Prefeito de responsabilidade e culpa por um possível aumento do número de casos de Covid 19. É como se um Enfermeiro responsável pela medicação de um paciente, deixasse o mesmo decidir se continua ou não tomando os remédios necessários para a sua sobrevivência.
É dever, do Enfermeiro e do Prefeito, zelar pela saúde e bem estar daqueles que estão sob seus cuidados. No caso do Prefeito, os habitantes da cidade que ele governa. Ele sabe o risco ao qual estará expondo milhares de pessoas. Qualquer acontecimento trágico relacionado à sua decisão, é crime qualificado, premeditado e com requintes de crueldade. Estamos no meio de uma pandemia, onde estão morrendo mais de mil pessoas diariamente. Tamanha insensibilidade por parte de um gestor público, não pode ser tolerada.
Qual a necessidade do retorno do futebol nesse momento? É essencial para quem? São perguntas cujas respostas nós já temos. Porém, utópicos que somos, ainda nos recusamos a acreditar que a ganância e avidez por retorno financeiro, se sobreponha à vida de milhares de pessoas. O capitalismo só é selvagem, porque os capitalistas são assassinos e predadores da própria espécie. Eles até choram pelos seus mortos, desde que a economia esteja se movimentando e os seus bolsos estejam cheios.
Os campeonatos de futebol que retornaram na Europa, não estão sendo abertos ao público. Mas, Crivella entende que disponibilizando 1/3 da capacidade dos estádios, está cumprindo normas sanitárias seguras. Ouvi falar até em bola higienizada com álcool em gel. Pode isso, Arnaldo? Toda vez que um jogador for cabecear a bola ou bater um lateral, o jogo será interrompido para que o gandula esterilize a bola? Ou teremos uma bola para cada atleta? Assim sendo, vai ter mais bolas do que gente no estádios, suponho.
Tudo é pífio, patético e pragmático, como diria o Jornalista Mauro Cesar Pereira. Além de criminoso. Prefeito e dirigentes do futebol carioca, decidiram adotar a necro política esportiva para salvar a economia dos clubes. A gestão de Crivella é uma vergonha universal. O sobrinho de Edir Macedo vem fazendo da cidade do Rio de Janeiro, o seu Templo de Salomão particular. Dá até saudade de quando ele apenas promovia falsos milagres e cantava louvores sem a mínima afinação, nos CD’s de música gospel que a sua falta de bom senso lhe permitia gravar.
Ao que parece, quem costumava curar as ovelhas feridas com a sua unção divina, agora quer manda-las direto para eternidade, sem ao menos um banho de descarrego para tentar reanima-las. Mais um para o time dos genocidas.
Segue o jogo...
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