O genocida adiado
O papel limitado da CPI está cumprido, a pressão popular precisa dar lastro para que as instituições se debrucem sobre o relatório, investiguem, julguem e punam o genocida de um genocídio, por ora, adiado

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Jair Bolsonaro cometeu crime de genocídio contra os povos indígenas, isso é fato. O contraditório relatório que retira a tipificação desse crime não pode se tornar motivo de desmoralização da CPI.
Algum membro da CPI pode ter sustentado que há tantos crimes indefensáveis contra Bolsonaro, que o crime de genocídio podia ser a pedra no caminho da justiça.
A polêmica sobre se Bolsonaro é ou não genocida pode ser a cortina de fumaça para encobrir os outros crimes e, em meio à discussão, o Procurador Geral da República engavetar o relatório.
Bolsonaro quer passar a ‘boiada’ e desviar da fome, da inflação, da trágica gestão de seu governo. Para que isso se torne possível, é preciso que haja um debate que coloque dúvida e que obstrua o caminho livre que o leva à cadeia.
São tantos os crimes irrefutáveis contra Bolsonaro, especificados no relatório, que dificilmente ele sairá impune, mesmo que a mídia tente pautar e esconder a verdade.
A CPI não substitui a força do povo nas ruas, não podemos esquecer que Aziz, Renan e Tebet, senadores com atuação destacada na CPI, são golpistas, e Alessandro Vieira se elegeu na onda bolsonarista.
O papel limitado da CPI está cumprido, a pressão popular precisa dar lastro para que as instituições se debrucem sobre o relatório, investiguem, julguem e punam o genocida de um genocídio, por ora, adiado.
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