O diálogo autêntico contribui para uma unidade que valoriza a diversidade
Esta Campanha da Fraternidade Ecumênica terá como processo metodológico uma espécie de caminhada, uma trajetória de autocrítica e de afirmação, um testemunho crítico a uma sociedade que está sendo estruturada sobre a violência. A inspiração está no texto dos discípulos de Emaús (Lc 24,13-35) que, ao decidirem realizar o caminho, redescobrem o Cristo da Paz e da Ressurreição.
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Em tempos de fundamentalismos e exclusivismos que estamos
experimentando no nosso país, a Campanha da Fraternidade de 2021 será
ecumênica e terá como tema “Fraternidade e diálogo: compromisso de
amor”. E como lema o trecho da carta de Paulo aos Efésios: “Cristo é a
nossa paz: do que era dividido fez uma unidade” (Ef 2,14ª).
A primeira Campanha da Fraternidade Ecumênica se deu na aurora do ano
2000 e, desde então, chegamos a esta quinta campanha colhendo os
frutos da ação diaconal ecumênica transformadora. Organizada pelas
Igrejas membros do CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs), terá
também a participação do CESEEP (Centro Ecumênico de Serviços à
Evangelização e Educação Popular) e da Igreja Betesda.
No atual contexto brasileiro, é de suma importância que todo trabalho
realizado nesta Campanha da Fraternidade Ecumênica vise identificar as
causas geradoras das intolerâncias e promover um diálogo autêntico que
contribua para a promoção de uma paz vital e que se manifesta numa
unidade que valoriza e que acolhe a diversidade.
Dentre tantas, podemos identificar as seguintes causas geradoras de
intolerância: a tendência de se negar a história construída, para
ocultar as desigualdades e fortalecer as hierarquias sociais do
Brasil; a despolitização da economia, que gera falsos conflitos, como
as intolerâncias religiosas, xenofobias, entre outros que fragmentam a
luta política e mantém os atores sociais ocupados com agendas muito
específicas e que mudam diariamente; e também, a despolitização e a
descontextualização de Jesus, que transforma Jesus em uma pessoa que
não interagiu e não se manifestou nos conflitos e opressões de seu
tempo. É preciso denunciar sempre que o nome de Jesus for usado
indevidamente para gerar diferentes violências e usado para a
discriminação, para o racismo e para legitimar a destruição da Casa
Comum.
Por isso, este sonho ecumênico tem como objetivo geral “convidar as
comunidades de fé e pessoas de boa vontade para pensar, avaliar e
identificar caminhos para superar as polarizações e as violências
através do diálogo amoroso testemunhando a unidade na diversidade”.
Esta Campanha da Fraternidade Ecumênica terá como processo
metodológico uma espécie de caminhada, uma trajetória de autocrítica e
de afirmação, um testemunho crítico a uma sociedade que está sendo
estruturada sobre a violência. A inspiração está no texto dos
discípulos de Emaús (Lc 24,13-35) que, ao decidirem realizar o
caminho, redescobrem o Cristo da Paz e da Ressurreição.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247