O caminho da vitória passa por Requião, o resto é utopia

Apesar de seu partido, Roberto Requião é um parlamentar engajado, combativo e coerente com os ideais de esquerda. O senador se manifestou incisivamente contra o impeachment de Dilma Rousseff (criticando o próprio partido), foi contra a reforma trabalhista, a PEC do teto e é contra a reforma da previdência

Senador Roberto Requião (PMDB-PR) propõe debate sobre reforma agrária e remessas de lucros
Senador Roberto Requião (PMDB-PR) propõe debate sobre reforma agrária e remessas de lucros (Foto: Guilherme Coutinho)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

O maior legado do Partido dos Trabalhadores não é um programa social, alguma política econômica ou mesmo seu quadro de políticos. A maior herança do PT, ao longo de sua trajetória de 37 anos, foi ter se tornado um partido de esquerda importante e competitivo, que, mais que apenas marcar posição, pudesse sempre disputar e ganhar eleições. Lula deu claros sinais que deve escolher Requião como o vice de sua chapa, reeditando a chapa PT/PMDB das últimas eleições. Se a escolha se confirmar, Lula garantirá uma candidatura mais vigorosa, além de ter se aliado a um dos melhores nomes do atual Congresso. A vitória em 2018 passa por essa aliança, e não existem motivos para duvidar das escolhas do líder petista.

Apesar de seu partido, Roberto Requião é um parlamentar engajado, combativo e sempre coerente com os ideais de esquerda. O senador se manifestou incisivamente contra o impeachment de Dilma Rousseff (criticando o próprio partido), foi contra a reforma trabalhista, a PEC do teto e é contra a reforma da previdência. Requião, assim como Lula, defende o referendo revogatório, para que todas as medidas caçadoras de direitos de Temer possam ser anuladas na próxima gestão, com a anuência do povo. Requião possui ainda uma vasta experiência administrativa: foi governador por três mandatos no Paraná e prefeito de Curitiba, além de seus sucessivos mandatos no legislativo. A força de seu nome é indiscutível.

Existe uma natural postura defensiva, por parte da militância, frente a uma nova aliança com o PMDB logo após o golpe que culminou na deposição de Dilma. É compreensível, mas é preciso ficar claro que, se o PT decidir por não mais fazer determinadas alianças, ele passa a ser um partido pequeno, pouco competitivo, sem chances de voltar ao Planalto. Exemplos de partidos assim não faltam. Alguns deles, acabam se apequenando ao se ocuparem de fazer oposição a própria esquerda, funcionando como uma autêntica quinta coluna. Ademais, precisamos lembrar que outros quatro partidos progressistas, por motivos diferentes, já haviam anunciado candidaturas próprias, recusando, dessa forma, uma aliança mais próxima com o PT.

continua após o anúncio

A vitória da esquerda agora tem uma importância histórica, pois somente vencendo o pleito será possível barrar a onda conservadora que se alastra cada vez mais em nossa política, revogar as medidas absurdas de Temer e não deixar o golpe se legitimar nas urnas. Alianças, ainda que por alguns aspectos indesejáveis, mais do que nunca são necessárias. Lula ainda enfrentará um longo caminho na justiça antes de chegar às urnas, devido ao lawfare e perseguição política da qual é vítima há anos. Ninguém conhece melhor as chances do PT que Lula, não vamos duvidar de suas escolhas. Se não for a esquerda no poder sabemos bem o que virá. Mantenhamo-nos unidos!

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247