No dia do trabalhador, quem comemora é o patrão

A luta pelos direitos dos trabalhadores no Brasil data de 1917, com a primeira greve-geral do país. Alguns anos mais tarde, o presidente Arthur Bernardes decretou primeiro de maio como data oficial. Hoje, a solenizamos pela nonagésima segunda vez, mas os trabalhadores não têm o que comemorar

A luta pelos direitos dos trabalhadores no Brasil data de 1917, com a primeira greve-geral do país. Alguns anos mais tarde, o presidente Arthur Bernardes decretou primeiro de maio como data oficial. Hoje, a solenizamos pela nonagésima segunda vez, mas os trabalhadores não têm o que comemorar
A luta pelos direitos dos trabalhadores no Brasil data de 1917, com a primeira greve-geral do país. Alguns anos mais tarde, o presidente Arthur Bernardes decretou primeiro de maio como data oficial. Hoje, a solenizamos pela nonagésima segunda vez, mas os trabalhadores não têm o que comemorar (Foto: Guilherme Coutinho)


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A luta pelos direitos dos trabalhadores no Brasil data de 1917, com a primeira greve-geral do país. Alguns anos mais tarde, o presidente Arthur Bernardes decretou primeiro de maio como data oficial. Hoje, a solenizamos pela nonagésima segunda vez, mas os trabalhadores não têm o que comemorar. As reformas do governo ilegítimo ameaçam precarizar o trabalho e reduzir direitos. Hoje, quem celebra são os donos de grandes empresas. Temer está pagando sua conta pelo apoio ao golpe.

A reforma trabalhista, aprovada na Câmara, onde ao menos 208 deputados integram a bancada empresarial, assassina de uma vez a CLT ao permitir que negociação entre empregadores e empregados, em pontos-chave, valha mais que a própria lei. Em uma situação desigual quem perde é o lado mais fraco: o trabalhador. Ponto para o patrão. Aumentar o período de experiência de 90 para 240 dias gerará inúmeras demissões sem ônus para o empregador. Ponto novamente. E ainda tem a terceirização, já aprovada, que precarizou o trabalho e a reforma da previdência que vem por aí. Ponto e ponto. Infelizmente, o trabalhador continua com zero nessa contagem.

Em 2017, assim como há cem anos, também houve greve-geral. Houve televisão para deslegitimar o movimento, político milionário chamando grevista de vagabundo e polícia militar quebrando cassetete na cabeça de manifestante. Ainda teve pessoas criticando a vítima a "acusando" de ser estudante aos 33 anos e elogiando o agressor. O trabalhador não tem mesmo o que comemorar. Deixe isso para reacionários, políticos inescrupulosos e empresários gananciosos. Quanto a nós, vamos à luta.

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