Neste 7 de setembro, lembre-se…

Bandeira, hino... a quem pertencem e a quem representam os símbolos nacionais?



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Nossa Pátria é a Terra desse território. Esse hino é o canto de triunfo da colonização e dos colonizadores. Essa bandeira é a bandeira dos invasores colonizadores. Não é a bandeira da nossa Pátria, da nossa terra-mãe.

Eu sei que todos estão acostumados a ver essa bandeira como a bandeira dos brasileiros, a bandeira do Brasil. A língua portuguesa nem sequer é a nossa língua. Mas o termo "brasileiro" não é, nem mesmo na língua portuguesa, um termo que designe nacionalidade. O sufixo "eiro" ou "eira", de brasileiro e brasileira, se refere à profissão, como jornaleiro, cozinheiro, açougueira, costureira, padeiro, pedreiro, parteira. O sufixo que se refere à nacionalidade, na língua portuguesa, é "ês" ou "esa", de portuguesa, japonesa, francês... Ou "ano" e "ana", de americano, paulistana, colombiana... "enho", "enha" de hondurenho, panamenha..." ão" ou "ã"  de bretão, afegã... entre outros. Isso comprova e demonstra que brasileiro é um termo que diz respeito à profissão e não à nacionalidade ou territorialidade. E que profissão é essa de "brasileiro"?

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Brasileiro é como se chamava pelos portugueses aos indivíduos que exerciam o trabalho de derrubar árvores de pau brasil. Brasileiro quer dizer cortador de pau brasil. Era o sujeito responsável pela derrubada das florestas, derrubador da mata Atlântica, para a retirada do pau brasil e de outras madeiras de interesse do reino de Portugal e dos comerciantes, o agronegócio daquela época. Portanto, brasileiro significa o mesmo que madeireiro. Desflorestador. Desmatador.

 Este é um nome digno? É digno e respeitoso para designar a um povo??? 

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"- De que povo você é? 

- Sou madeireiro!!! Sou devastador de florestas!..."

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Se somos contra a destruição da floresta amazônica, então também somos contra a devastação dos demais biomas: a floresta atlântica, a caatinga, o cerrado, o pantanal, os pampas... Se somos contrários à derrubada das florestas pelo agronegócio de hoje em dia, então, por coerência lógica, ecológica e política, também devemos ser contrários à devastação das florestas, da mata Atlântica, que ocorreu nos séculos passados antes de nós. Não podemos nos orgulhar disso. 

Nos autoafirmarmos brasileiros, continuarmos a nos dizer "brasileiros" SIGNIFICA NOS ORGULHARMOS DE SERMOS MADEIREIROS, DEVASTADORES DA FLORESTA. 

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Devemos nos orgulhar disso?

Seguir reproduzindo esses símbolos da nobreza e dos capitalistas é manter e perpetuar as imagens que representam a colonização, a escravidão dos povos indígenas, a devastação das aldeias e o genocídio indígena de ontem... e de hoje.... A escravidão dos negros sequestrados da África. Significa fazer eco à essa política invasora, colonial e capitalista devastadora que atinge, ao longo dos séculos, até os dias de hoje, ao nosso território e aos povos que aqui vivem, provocando fome, miséria, desorganização ambiental... que produz a desigualdade social, a violência, e todas as mazelas trazidas pela colonização e pelo capitalismo: falta de terras para os povos da floresta e os trabalhadores do campo, falta de moradia digna para quem paga aluguel e para quem vive nas ruas, sem-tetos, crianças em situação de rua, usuários de drogas, assaltos, desemprego, etc, tudo proveniente da invasão, da colonização, enfim, do capitalismo. 

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Nos referirmos a nós mesmos como Brasil e como brasileiros, cultuar essa bandeira das elites é legitimar a todas essas atrocidades. Vamos nos decolonizar. Anticolonizar, contracolonizar. Além de descolonizar, precisamos decolonizar. 

O capitalismo e seus símbolos. Nome brasil - este país se chama PINDORAMA, a Terra das Palmeiras. Reafirmar o nome brasil é compactuar com o APAGAMENTO perpetrado com sucesso pela elite colonizadora sobre os povos indígenas. Vocês compactuam com o APAGAMENTO e a INVISIBILIZAÇÃO dos povos nativos, os povos Originários? A bandeira, o hino, nada disso é nosso e nada disso nos representa. Representam, isso sim, as elites brancas invasoras, quatrocentonas, e os seus interesses capitalistas.  Precisamos ter clareza disso. E precisamos parar de endeusar estes símbolos criados e impostos pelos opressores, pelas elites. Precisamos rejeitá-los. E abraçar, usar os nossos verdadeiros símbolos.

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Essa é a tarefa histórica que cabe a todos os pindoramenhos e pindoramenhas. Ou Pindoramenses, que é um termo sem marcador de gênero sexual. A missão que está nas mãos  de todas as lutadoras e lutadores que querem realmente vencer e expulsar o capitalismo de PINDORAMA!

Aûîé!!!

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