Mentiras que contam sobre a economia brasileira

Bem, tudo isso é só a primeira parte. Espero que sejam subsídios concretos ao voto de vocês e de pessoas que vocês podem influenciar



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Amiga, amigo

Há alguns dias, em Mente Confiante e Coração Florido, falei do depoimento sincero do ex-carcereiro do Lula na prisão, no abraço simbólico do FHC, que foi adversário dele por duas vezes nas eleições presidenciais e da declaração pública pró-Lula dos quatro economistas considerados pais do Plano Real.

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O Plano Real marcou a política econômica e social na gestão do FHC, tirando o Brasil do lamaçal inflacionário e da insanidade da equipe do ex-presidente Fernando Collor, aliado do Inominável e conhecido por ter confiscado a poupança da população.

Pois bem, a amiga budista Leda Bosi, que sabe que sou economista, me avisa do livro de Petrônio Portela Filho: Mentiras Que Contam Sobre a Economia Brasileira.

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Quem foi Petrônio Portela?

Tendo nascido em 1925 em Valença do Piauí, ele viveu 54 anos e morreu em Brasília de infarto, em 1980. Era Ministro da Justiça desde 1979, precedido por Armando Falcão, sucedido por Golbery do Couto e Silva, o ideólogo do final da ditadura militar. Foi ainda Presidente do Senado Federal. Foi da UDN, golpista, de 1950 a 1965, da ARENA, partido oficial da ditadura, de 1965 a 1979 e do PDS, sucessor da ARENA e “avô” do PP, quando morreu.  

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Foi ainda considerado “a estrela civil da ditadura”, como fiador da distensão política empreendida pelos generais-presidentes Ernesto Geisel e João Figueiredo.  

Já o autor sugerido, Portela Filho, é economista com graduação na UnB, mestrado na University of Minnesota e doutorado na UNICAMP. Começou a vida profissional no IPEA e depois entrou por concurso público na Consultoria Legislativa do Senado, onde trabalha há mais de três décadas. Assessorou parlamentares de todos os perfis políticos e estados. Não é petista. 

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Comecei a ler o livro dele que, diferentemente dos economistas de mercado, considera a economia como Economia Política, uma ciência social, ou seja, cada grupo de interesse que atua no Congresso Nacional – banqueiros, grandes empresários, microempresários, trabalhadores, profissionais liberais, agricultores e sem-terra – tem viés político, todos são parciais. Isto é a Democracia.   

Entretanto, ele mostra que muitos brasileiros foram convencidos de que só irão melhorar de vida, abrindo mão de seus direitos, boicotando os sindicatos que os defendem, apoiando o aprofundamento de “reformas” que mantém o PIB estagnado e o desemprego elevado, aplaudindo a carestia dos preços cobrados por estatais, rejeitando com indignação qualquer política pública que os beneficie. 

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Em suma, são vítimas da desinformação, tornaram-se indiferentes para as atrocidades econômicas e jurídicas praticadas nos últimos anos, tentam ignorar as abundantes evidências de que o Brasil se tornou, após o impeachment, um dos países mais decadentes, mais corruptos e mais injustos do mundo.

Bem, tudo isso é só a primeira parte. Espero que sejam subsídios concretos ao voto de vocês e de pessoas que vocês podem influenciar.

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