M.P.B – Música Política Brasileira

Fiquei imaginando como definir a história de alguns personagens da nossa amada política, se eles fossem retratados por nossos geniais e criativos compositores



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Quem disse que música e política não se misturam? Misturam-se tanto, que até se confundem entre frases e versos do nosso rico cancioneiro nacional. Fiquei imaginando como definir a história de alguns personagens da nossa amada política, se eles fossem retratados por nossos geniais e criativos compositores.

Eduardo Cunha poderia ser "O Bom", grande sucesso do seu homônimo Eduardo, o Araújo. Afinal, quando ele aparece o comentário é geral. Não por ele usar botinhas sem meias. Mas talvez por apenas trabalhar na areia. Movediça. E mesmo que ele não seja realmente "O Bom", ele se acha. Os cabelos já não são tão fartos na testa, mas ele acredita ser o dono da festa. Mas o ministério da saúde adverte: Quem quiser experimentar não vai gostar. Eu não arrisco.

O deputado Jair Bolsonaro é outra figurinha fácil nas paradas de sucesso da nossa política. Tenho certeza que sem o menor pudor ele se assumiria como o personagem de um dos grandes sucessos do rei Roberto Carlos e declararia aos quatro cantos do mundo com voz de comando: "Eu sou terrível". E é mesmo. E é bom não provocar, porque ele bota mesmo pra derreter. Nem que seja o cérebro daqueles que o seguem. "Estou com a razão no que eu digo. Não tenho medo nem do perigo." Acho que apenas esses dois versos da canção já o definiria bem. A sua língua é máquina quente. Ele é terrível!

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Leoni contribuiria com a sua: "Por que não eu?" como tema do personagem de Aécio Neves na novela mais chata da história da dramaturgia política nacional. Novela essa em que ele mesmo é autor, roteirista, ator, sonoplasta (sabe o som das panelas?), figurante e diretor. Quando ele cai no sofá.....Vinho e uísque à beça na cabeça.... Ele se vira do avesso, promete tantas coisas que na hora "h" vai esquecer, mas não desiste de conquistar o seu grande amor. A presidência da república. Amor que não é correspondido. Ela não quer nada com ele. Já deixou bem claro que foi apenas um flerte passageiro. Mesmo assim, com a cara mais lavada ele ainda questiona:Por que não eu?

O ex-presidente Fernando Collor e sua ex-primeira dama Rosane parecem ter inspirado Eduardo Dusek a escrever a sua: "Barrados no baile". Claro que a música foi lançada bem antes do caçador de marajás se tornar o anfitrião da casa da dinda, mas as semelhanças entre o casal descrito por Dusek na canção e o casal presidenciável chegam a ser proféticas. "Ela se sentia incrível, ele se achava apetecível. Disseram somos gente de nível. O casal vinte daqui.

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Mas foram barrados no baile. Tratados como maus elementos. Lá dentro rolando Bob Marley. Cá fora, por favor: Documento!" O final da história nós já sabemos. Sabemos também que além de Bob Marley, muitas outras coisas rolavam lá dentro. Melhor deixar isso quieto. Mas como diz o refrão: "Isso é que dá cê querer frequentar".

A Presidenta Dilma não estaria imune aos versos da nossa MPB. Roupa Nova que o diga. Alguns versos de "Dona" deixam claro quem manda no pedaço. "O poder que nos levanta a força que nos faz cair. Qual de nós ainda não sabe que isso tudo te faz, Dona". Quando a gente pensa que vai melhorar vem um novo ajuste, desses traiçoeiros. "Umas vezes nossa amiga, outras, nossa perdição". Bem assim! Mas levando-se em conta que ela anda entre cobras e passarinhos, pombas, gaviões e tucanos, todos prontos para lhe dar um bote, não dá pra ser muito doce mesmo. Mas ela ainda merece um voto de confiança. Afinal, um sonho a mais não faz mal.

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Pra fechar o repertório com chave de ouro, Chico Buarque emprestaria a sua: "Jorge Maravilha" para o ex- presidente Lula mandar num dó de peito, bem na cara da oposição: Vocês não gostam de mim, mas o povo gosta. Será que gosta mesmo? Nada como um dia após o outro dia e após outra eleição para termos certeza. Se ele se eleger novamente, não vai valer a pena ficar chorando e resmungando até não poder mais. Não! E como já dizia Lula Maravilha, cheio de razão: "Mas vale 51 % de pobres na mão do que 49% da elite voando".

E segue o baile!

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