Honduras e o pós-golpe

A dinâmica da política hondurenha passa a um estágio do pós-golpe eleitoral que levou o presidente Juan Orlando Hernádez à homologação de um segundo mandato, inconstitucional por não existir reeleição, pelo Tribunal Supremo Eleitoral. O que certamente é maioria na população é a certeza de que no dia de 26 de novembro de 2017 houve uma grande fraude eleitoral

A dinâmica da política hondurenha passa a um estágio do pós-golpe eleitoral que levou o presidente Juan Orlando Hernádez à homologação de um segundo mandato, inconstitucional por não existir reeleição, pelo Tribunal Supremo Eleitoral. O que certamente é maioria na população é a certeza de que no dia de 26 de novembro de 2017 houve uma grande fraude eleitoral
A dinâmica da política hondurenha passa a um estágio do pós-golpe eleitoral que levou o presidente Juan Orlando Hernádez à homologação de um segundo mandato, inconstitucional por não existir reeleição, pelo Tribunal Supremo Eleitoral. O que certamente é maioria na população é a certeza de que no dia de 26 de novembro de 2017 houve uma grande fraude eleitoral (Foto: Túlio Ribeiro)


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A dinâmica da política hondurenha passa a um estágio do pós-golpe eleitoral que levou o presidente Juan Orlando Hernádez à homologação de um segundo mandato, inconstitucional por não existir reeleição, pelo Tribunal Supremo Eleitoral. O que certamente é maioria na população é a certeza de que no dia de 26 de novembro de 2017 foi uma grande fraude eleitoral.

O que se apresenta em Honduras é como a oposição, legítima vencedora, vai caminhar para chegar ao poder institucional. O candidato Salvador Nasralla da "Alianza de oposición contra dictadura" declarou que em 27 de janeiro realizará num estádio, um grande evento de posse do governo paralelo.

É recorrente as manifestações contra o oficialismo. Nesta quarta, em Cholute cidade no sul do país, várias ruas foram fechadas pela população. O exército, na região comandada pelo coronel Héctor Espinal passou atirar na população indefesa. As entidades de diretos humanos denunciaram as mortes que são seguidas do silêncio estadunidense.

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As negociações políticas continuam para que oposição eleja em 23 de janeiro o presidente do congresso. Neste sentido, o presidente do Partido Liberal, Luis Zelaya e o ex-presidente do país Manuel Zelaya, deposto em 2009 por um golpe, e líder da coalizão de Nasralla acertaram um acordo para eleger um parlamentar da oposição. O Partido Nacional ,governista, possui 61 deputados e a oposição 67. A questão é que "armas" irá usar JOH para atrair políticos adversários.

Descobriu-se contratos que o governo hondurenho fez com empresas lobistas dos EUA para garantir apoio da potência do norte. Os valores superam 500.000 dólares, quantia alta para uma nação que tem apenas 5% da população recebendo salário mínimo. Se o silêncio do governo Donald Trump se mantém, coube ao Partido Democrata externar através do senador Bin cardin e o deputado Eliot Engel seu temor:" seguimos profundamente preocupados com a legtimidade das eleições de 26 de novembro[...] e os assassinatos extrajudiciais de manifestantes."

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Honduras continua dividida entre um governo instalado e uma população que não reconhece, e nem lhe desejou. A nação centro-americana está muito distante, mas ao mesmo tempo presente na situação brasileira pós-golpe.

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