História para ser recontada II

Algumas razões que se movem no que resta das instituições democráticas, podem ter exigido do principal conselheiro do genocida a necessidade de orientá-lo a baixar o tom terrivelmente nazista, por momento, para seguir a lógica das aproximações sucessivas e cumprir seu objetivo de eliminar os opositores e fazer do país uma república militarizada do templo de Salomão



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O nazista que ocupa a presidência da República publicou post neste 8 de junho abraçando o slogan do Integralismo “Deus, Pátria, Família” na ordem original, já que na reunião da gangue ministerial dada a público no 22 de abril último, vociferou “Família, Deus, Brasil” e esmurrou a mesa para deixar bem claro que seu governo é o da política de valores, “valores, por favor, valores”, exigiu do seu time. E quanto mais não seja, a epígrafe está no programa do seu partido Aliança pelo Brasil, que não conseguiu registro por falta de gente, apesar da prática fraudulenta de signatários já falecidos ou inexistentes.

Algumas razões que se movem no que ainda resta das instituições democráticas, podem ter exigido do principal conselheiro do genocida a necessidade de orientá-lo a baixar o tom terrivelmente nazista, por momento, para seguir a lógica das aproximações sucessivas e, assim, cumprir seu objetivo final de eliminar os opositores e fazer do país uma república militarizada do templo de Salomão.   

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Em 1978, o professor Florestan Fernandes definiu o Integralismo como “ variação qualitativa do pensamento conservador nativo, reacionarismo militante dos inveterados donos do poder”.  E disse mais. Chamou o movimento e o Partido Integralista Brasileiro de doutrina mimética do fascismo “que merecia mais a novela picaresca que a investigação sociológica séria”.

A emulação grotesca criada em 1932 e suspensa em 1937 pelo presidente Getúlio Vargas, seguiu como movimento e causou estragos repetindo as ações de intimidação e assassinatos dos camisas pardas nazistas, como o caso do líder comunista Jaime Calado, em 1949, no Ceará. Ano passado, seus netos lançaram o livro ‘Calado! – A reportagem do caso Jaime Calado, jornalista e líder popular assassinado por integralistas em Fortaleza’.

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A demonstração dos palacianos se apresentando como integralistas, posando para a foto de braços cruzados, semblante fechado mirando o porvir, e ainda ilustrando o post com a bandeira que não é a brasileira, mas a dos fascistas tropicais que leva o desenho da letra grega Sigma, significado de soma para expressar o sentido de todos unidos num mesmo ideal nacionalista, é mais uma aberração praticada por esse discurso totalitário periférico que atenta contra os deuses, o Brasil diverso, e as famílias de todos os desejos e matizes.

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