Fundação Palmares com Sergio Camargo, não defende nem promove, mas criminaliza a história de um povo
A atitude de Sergio Camargo contra Benedita da Silva enfraquece, fere os objetivos do artigo primeiro da Fundação, ainda explana aos quatro cantos seu compromisso com o empobrecimento da cultura e história do povo negro
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Benedita da silva foi retirada da lista de Personalidades Negras da Fundação Palmares.
A Fundação Palmares traz em seu primeiro artigo o objetivo de promover a preservação dos valores culturais, sociais e econômicos decorrentes da influência negra na formação da sociedade brasileira.
A Fundação, visto seu objetivo é de importância fundamental a valorização, promoção e proteção da cultura afro, apontando, desta forma, não somente sua tão valorosa arte, cultura, mas também sua força na luta de combate ao racismo e todo o preconceito direcionado à cultura e ao povo negro.
Porém sua função, vem sendo drasticamente afetada, diante de gestões que demonstram uma total falta de compromisso com a luta do povo negro.
Sérgio Camargo, presidente da Fundação já havia apresentado o grande risco que a cultura e a história da resistência negra estava por esperar. Em declarações que patinavam entre a ignorância e o desrespeito, Sergio Camargo já havia declarado em uma reunião, entre palavrões, que teve seus áudios vazados, que Zumbi dos Palmares escravizada negros, que não iria reconhecer o dia da consciência negra e ainda chamou o movimento negro de “escória maldita, formada por vagabundos”.
Mas não paramos por aí, Sergio Camargo que já demonstra um grande engajamento com o governo Bolsonaro, quando o assunto é deturpação da verdade e da história, retirou o nome de Benedita da Silva, mulher negra, de origem humilde, ex moradora de favela, ex empregada doméstica, professora, assistente social ex governadora do Estado do Rio de Janeiro, primeira senadora negra do Brasil, feminista, ativista politico do Movimento Negro, deputada federal, com uma história de força, representatividade e resistência da lista de Personalidades Negras da Fundação. Segundo Sérgio Camargo sua decisão (abusiva) é baseada sob a alegação de Be edita responder à um processo por improbidade administrativa.
A atitude de Sergio Camargo enfraquece, fere os objetivos do artigo primeiro da Fundação, ainda explana aos quatro cantos seu compromisso com o empobrecimento da cultura e história do povo negro.
Porém, não é preciso ser um Sherlock Holmes para identificarmos, além do racismo, a tentativa de criminalizar Benedita da Silva, diante do povo carioca. Ora, é elementar, caro leitor, estamos em ano eleitoral, às vésperas das eleições municipais e Benedita da Silva, a “Bené”, é candidata à prefeitura do Rio pelo Partido dos Trabalhadores.
Logo assim, mulher, negra, de origem humilde, anti-Bolsonaro, em defesa dos mais pobres e política do PT. A nossa Benedita tem todos os atrativos para se tornar alvo de ataques daqueles que apoiam ou fazem parte deste governo de morte que vem esmagando o Brasil.
Benedita, com certeza, contará com o apoio carioca contra este ataque covarde e com intenções mais do que evidentes.
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