Forçoso aprendizado
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Como se tornou praxe dizer, "nunca antes nesse país" ser evangélico custou tão caro e provocou tanto o que se convencionou chamar de “vergonha alheia”.
É evangélico ministro acusado de ser “macartista”; evangélica ministra acusada de atentar contra o direito de uma menina vítima de violação; é grupo de evangélicos acusados de invadir hospital para coibir o direito da mesma vítima; é evangélica primeira dama acusada de receber dinheiro de funcionário suspeito do enteado; é pastora que é acusada de mandar matar o marido para não ofender Deus, e por aí vai…
Contudo, cresce a advertência: “não generalize os evangélicos”, porque aumenta o número de evangélicos com senso crítico em relação aos erros provenientes do fragmentado campo evangélico, principalmente, em relação ao apoio ao presidente, que se sustenta em parte dos evangélicos, cujo governo provoca fome, mas que quer encher a boca dos jornalistas de “porrada”.
Evangélicos, portanto, cada vez mais conscientes dos problemas do nosso campo, mas, que, também, são sabedores do que avisara Jesus Cristo: cuidado para não confundir o trigo com o joio e vice-versa; começam a advertir a sociedade do erro que tal confusão pode gerar no trato da questão em si.
Além do que, não importa o que pensemos: nós, os progressistas; a imprensa; a esquerda ou quem quer que seja; os evangélicos, com toda a sua fragmentação, constituem um grupo crescente que veio para ficar, e que tem direitos como qualquer outro grupo.
A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito foi o primeiro grupo a se organizar a partir do golpe de 16 para despertar a consciência evangélica.
Havia grupos de evangélicos progressistas já atuando no país, mas, a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito se organizou com o fito de “evangelizar" os evangélicos, não engajados ou alienados, na questão dos direitos humanos e da centralidade do Estado Democrático de Direito, assim como para levar ao conhecimento da sociedade, em geral, uma noção mais clara da fragmentação no campo evangélico.
O fenômeno está dado, são cidadãs e cidadãos com espírito de corpo, a direita tem sabido conversar com o fenômeno, a esquerda precisa aprender, e tem, cada vez mais, aliados para que consiga operar tal diálogo.
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