Força Dilma, que hoje enfrentará o segundo golpe de sua vida!

Nunca pensei que como senadora tivesse que viver um momento tão doloroso e deprimente da história do parlamento. Não foi para isso que me elegi

Nunca pensei que como senadora tivesse que viver um momento tão doloroso e deprimente da história do parlamento. Não foi para isso que me elegi
Nunca pensei que como senadora tivesse que viver um momento tão doloroso e deprimente da história do parlamento. Não foi para isso que me elegi (Foto: Gleisi Hoffmann)


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Hoje a presidenta Dilma enfrentará, no Senado, a farsa do impeachment e os algozes que o articularam. É um dia triste para mim, como mulher, mãe, militante política e, sobretudo, como senadora, por vê-la submetida a esse julgamento, fruto de uma conspiração política e uma violência jurídica, atentado à democracia e à Constituição Brasileira. Nunca pensei que como senadora tivesse que viver um momento tão doloroso e deprimente da história do parlamento. Não foi para isso que me elegi.

O que para mim é uma alegria e uma honra é ser companheira de Dilma nessa caminhada. Ter sido sua ministra, defendê-la e a democracia. Aliás, sua vida é uma homenagem à democracia, um exercício do espírito público. Sua primeira prova de dignidade e força começou aos 19 anos. Quem não se lembra da foto antológica de Dilma sendo julgada pelos militares, de rostos cobertos, pela vergonha da violência e da covardia. 52 anos após, a cena se repete. A história é confirmada como farsa. No dia de hoje os algozes não cobrem o rosto, mas reclamam insistentes das câmeras que documentam os fatos para a história. Preferiam ficar invisíveis, não serem lembrados por esse momento cretino do parlamento brasileiro.

Hoje não têm tanques, baionetas, torturas físicas. Mas não faltaram e não faltam tortura emocional, psicológica, política. Dilma bem sabe a que foi submetida. A política não veste saias. As conspirações, as pautas bombas, a oposição institucional da Câmara dos Deputados, a campanha de desconstrução sistemática de sua imagem pela mídia, que faceira cobre e apoia o evento, não dando a mínima para o que diz sua colega, a mídia internacional: o Brasil é vítima de um golpe, de uma farsa!

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Isso não quer dizer que a presidenta não cometeu erros e equívocos. Com certeza os cometeu. Quem não os comete. No Congresso todos nós acumulamos muito mais erros do que ela. O que nos dá o direito de julgá-la? De apontar-lhe o dedo? Se temos uma crise política hoje, que incentivou a crise econômica, podem ter certeza que o Congresso Nacional teve papel relevante e especial.

Para justificar esse processo farsesco, além das acusações ridículas e inócuas de crimes que nunca foram crimes, tem a referência ao Conjunto da Obra e ao aumento dos gastos públicos.

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Por que será que quando falam em conjunto da obra e em gastos públicos não falam nos resultados espetaculares que foram alcançados na retomada dos investimentos em infraestrutura no nosso país, como a construção e duplicação de rodovias, ampliação de portos e aeroportos, recursos para a construção de metrôs, BRTs e corredores de ônibus, saneamento básico, Minha Casa Minha Vida, usinas hidrelétricas.

Cada uma das senadoras e dos senadores sabe muito bem o que as obras representaram para o seus Estados e o impacto no desenvolvimento do Brasil, gerando milhões de empregos. Os investimentos realizados no governo Dilma melhoraram a infraestrutura brasileira. Assim como os programas sociais e a realização dos grandes eventos esportivos como Copa e Olimpíadas.

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Tenho a absoluta certeza de que se Dilma fizesse o ajuste fiscal como determinado pelo TCU, pela conspiração e conluio de alguns de seus membros, como ficou demonstrado nas duas últimas sessões do Senado, não teria conseguido realizar tudo isso e muito mais. Tampouco conseguiria resolver os problemas econômicos e fiscais.

Isso será evidenciado se esse governo golpista prosperar (o que estamos lutando para impedir) com a proposta de controle dos gastos pela inflação, reforma da Previdência, reforma Trabalhista, retirada de direitos. É inacreditável o que querem seus algozes no Senado: acabar com os investimentos em seus próprios Estados!

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